Arquivos do Blog

Manifesto dos Movimentos latino-americanos contra difamação das eleições venezuelanas

 

Fernando Morais, Paola Estrada e João Pedro Stédile durante coletiva realizada nesta quinta

 

Com o objetivo de se contrapor ao que consideram ser uma campanha de difamação do processo eleitoral venezuelano, movimentos latino-americanos lançaram uma campanha mundial em respaldo às eleições legislativas que serão realizadas no próximo domingo no país caribenho. Até o momento, quase 400 entidades, movimentos sociais, intelectuais e jornalistas de todo o mundo assinaram o manifesto.

Por Vanessa Martina Silva, no Opera Mundi

 

 

Fernando Morais, Paola Estrada e João Pedro Stédile durante coletiva realizada nesta quinta

“Como qualquer outra, a sociedade venezuelana tem problemas e dificuldades e para enfrentá-los tem buscado as soluções adequadas aos interesses de seu povo”, diz o texto.

Para divulgar o manifesto, nesta quinta-feira (3) o jornalista e escritor Fernando Morais, o líder do MST e da Via Campesina João Pedro Stédile e a integrante da Alba Movimentos Paola Estrada realizaram uma entrevista coletiva com representantes da imprensa alternativa.

Com relação à abrangência do manifesto, Stédile ressaltou que “todos os partidos de esquerda e progressistas do Brasil assinaram o documento, manifestando apoio ao processo eleitoral e bolivariano da Venezuela”.

Em sua exposição, Fernando Morais ressaltou o fato de já ter acompanhado algumas missões estrangeiras à Venezuela para acompanhar o processo eleitoral no país e afirmou que o sistema é mais seguro que o do Brasil, por exemplo.

Eleição como ‘plebiscito’ para avaliar Maduro

A imprensa brasileira e internacional tem ressaltado nos últimos dias o que consideram ser um caráter plebiscitário das eleições na Venezuela. A ideia é que com o processo realizado domingo estará em jogo o futuro do presidente do país, Nicolás Maduro.

A respeito dessa visão, Fernando Morais discordou: “não vejo como um plebiscito porque é uma eleição parlamentar” e observou que seja o governo ou a oposição que ganhe a votação, não será uma “vitória acachapante” porque ao longo do tempo foram consolidadas certas políticas que dependiam do Congresso Nacional”.

Ainda sobre a questão, Stédile acrescenta que a maneira como se dá o processo de votação no país, fatores regionais terão um grande peso na definição e “não necessariamente isso será definido pela política nacional”.

Declarações de Macri

Ainda durante o processo eleitoral na Argentina, o presidente eleito do país, Mauricio Macri (Cambiemos), afirmou que, quando eleito, pediria a suspensão da Venezuela do Mercosul valendo-se da cláusula democrática do bloco — a mesma utilizada para suspender o Paraguai após o golpe Parlamentar contra o presidente Fernando Lugo em 2012.

Com relação ao tema, Stédile foi taxativo: “é fanfarronice portenha”. Segundo ele, Macri quis pagar pelo suposto apoio recebido da direita colombiana, especificamente do ex-presidente do país Álvaro Uribe, um dos principais críticos do governo venezuelano e concluiu: “a Argentina não tem esse direito”, ao que Morais acrescentou: “e não há a possibilidade de excluir, apenas de suspender membros do bloco”.

Anúncios

Nota do Ministerio das Relacões Exteriores do Brasil: Eleições legislativas de 6 de dezembro próximo na Venezuela

venezuela

 

Eleições legislativas de 6 de dezembro próximo na Venezuela

Ao aproximarem-se as eleições legislativas de 6 de dezembro próximo na Venezuela, o Governo brasileiro deseja fazer chegar ao povo e ao Governo daquele País os mais sinceros votos de que o pleito se desenvolva dentro do marco da democracia, da transparência e da participação plena de toda a cidadania, em benefício do povo venezuelano e de toda a região.

O Governo brasileiro continuará a acompanhar com atenção a etapa final da campanha, a realização e a apuração das eleições, com o espírito construtivo que demonstrou ao longo de todo o período em que participou como integrante da comissão de Chanceleres da UNASUL, encarregada de promover o diálogo entre o Governo e a oposição venezuelana.

Com esse mesmo espírito, o Governo brasileiro participou das negociações que culminaram com a assinatura do “Convênio entre o Conselho Nacional Eleitoral da República Bolivariana da Venezuela e a União de Nações Sul-Americanas para a missão eleitoral da UNASUL para a eleição à Assembleia Nacional de 6 de dezembro de 2015”, documento que contou com a aprovação do Tribunal Superior Eleitoral-TSE e permitiu a conformação da referida Missão Eleitoral.

O Governo brasileiro, que havia realçado oportunamente a importância da definição do calendário eleitoral e celebrado o anúncio da fixação da data do pleito pelo Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela, manifesta seu apoio aos trabalhos da Missão Eleitoral da UNASUL, sob a condução do ex-presidente Leonel Fernández, e também de outros participantes do processo de acompanhamento eleitoral, como o Alto Representante do MERCOSUL, Doutor Florisvaldo Fier, e o Conselho de Peritos Eleitorais da América Latina-CEELA.

Em atenção a convite do ex-presidente Leonel Fernández, o Governo brasileiro designou o Embaixador Antonino Lisboa Mena Gonçalves para acompanhar a missão da UNASUL. Tal participação se dará na qualidade de assistente do Chefe da missão, nos termos estabelecidos pelo convênio.

O Governo brasileiro espera que essas missões, dentro do marco legal em que se realizam e com pleno respeito à soberania venezuelana, tenham a mais ampla possibilidade de atuação e possam, assim, contribuir para atestar a credibilidade do processo eleitoral e a legitimidade de seus resultados.

 

Elecciones parlamentarias del 6 de diciembre próximo en Venezuela

Acercándose las elecciones parlamentarias del 6 de diciembre próximo en Venezuela, el Gobierno brasileño desea hacer llegar al pueblo y al Gobierno de ese País los más sinceros votos de que la elección se desarrolle en el marco de la democracia, la transparencia y la participación plena de todos los ciudadanos, en beneficio del pueblo venezolano y de toda la región.

El Gobierno brasileño continuará siguiendo atentamente la etapa final de la campaña, la realización y la verificación de los resultados, con el espíritu constructivo que ha demostrado a lo largo de todo el período de su participación como integrante del Comité de Cancilleres de UNASUR, responsable de promover el diálogo entre el Gobierno y la oposición venezolana.

En ese mismo espíritu, el Gobierno brasileño participó en las negociaciones que condujeron a la firma del “Convenio entre el Consejo Nacional Electoral de la República Bolivariana de Venezuela y la Unión de Naciones Suramericanas para la misión electoral de la Unasur para las elecciones a la Asamblea Nacional del 6 de diciembre del 2015 “, documento que contó con la aprobación del Tribunal Superior Electoral-TSE y permitió la conformación de dicha Misión Electoral.

El Gobierno brasileño, que había destacado en su momento la importancia de la definición del calendario electoral y celebrado el anuncio de la fecha de las votaciones por el Consejo Nacional Electoral de Venezuela, manifiesta su apoyo a la labor de la Misión Electoral de UNASUR, bajo la conducón del expresidente Leonel Fernández, así como de demás participantes en el proceso de acompañamiento de las elecciones, el Alto Representante del MERCOSUR, Doctor Florisvaldo Fier, y el Consejo de Expertos Electorales de Latinoamérica-CEELA.

En atención a la invitación del expresidente Leonel Fernández, el Gobierno brasileño ha nombrado el Embajador Antonino Mena Gonçalves Lisboa para acompañar la misión de UNASUR. Dicha participación se producirá en la calidad de asistente del Jefe de la misión, según lo dispuesto por el convenio.

El Gobierno brasileño espera que estas misiones, dentro del marco legal que tienen lugar y con pleno respeto a la soberanía venezolana, tengan la posibilidad más amplia de actuación de manera que puedan contribuir para certificar la credibilidad del proceso electoral y la legitimidad de sus resultados.

http://www.itamaraty.gov.br/index.php?lang=pt-BR#2

Manifesto de Apoio “ESTAMOS COM O POVO VENEZUELANO E APOIAMOS O PROCESSO ELEITORAL BOLIVARIANO”

 

 

ESTAMOS COM O POVO VENEZUELANO E APOIAMOS O PROCESSO ELEITORAL BOLIVARIANO

 

Nos últimos quinze anos o processo bolivariano realizou dezesseis eleições e consultas populares na Venezuela.  Nenhuma delas foi contestada. Ao contrário, permitiram a eleição de notórios oposicionistas do processo bolivariano e vetos a mudanças constitucionais.

O governo nunca contestou os resultados, mesmo quando estes lhes foram desfavoráveis.

A Venezuela possui um eficiente, seguro e reconhecido sistema eleitoral que inclui urnas eletrônicas, identificação digital por tinta indelével e impressão de canhotos dos votos em papel– processo que permite fiscalização e questionamento, a posteriori, de todas as zonas eleitorais do país.

Como qualquer outra, a sociedade venezuelana tem problemas e dificuldades, e para enfrentá-los vem buscando e encontrando as soluções adequadas aos interesses de seu povo.

O povo venezuelano, a imprensa e  todas as formas de organização social participam ativamente da vida política com ampla e reconhecida liberdade.

Assim, nós, intelectuais e dirigentes de movimentos populares das Américas vimos a público para:

–       Apoiar o processo de consulta democrática que se realiza no país.

–       Apoiar a Revolução Bolivariana, que visa melhorar as condições de vida do povo.

–       Refutar toda e qualquer tentativa de ingerência de poderes políticos e econômicos externos para influenciar o processo eleitoral.

–       Repudiar todos os atos de violência que pretendam conturbar as eleições.

O povo venezuelano sabe muito bem quem são seus inimigos e quem são seus aliados.

Nós somos seus aliados.

Continente americano, 30 de novembro de 2015.

 

Manifesto de apoio a Venezuela: enviar adesões até a noite do dia 02 de Dezembro de 2015, para secretaria@albamovimientos.org.br

 

PRIMEIRAS ADESÕES

Alain Harrison,  citoyen, Québec, CANADA

Alcides García, periodista y educador popular, CUBA

Anivaldo Padilha, lider ecumênico e militante dos Direitos Humanos, BRASIL

Anita Prestes, escritora e professora universitária, Rio de janeiro, BRASIL

Adriano Esteves, do MTC, movimento dos trabalhadores do campo, Alagoas, BRASIL

Ariovaldo Ramos, pastor evangélico,  Visão Mundial, BRASIL

Carole Radureau, Militante des droits humains, Magnanville, France

Célia Regina Vendramini, professora na Universidade Federal de Santa Catarina, BRASIL

Claude Baesens,Professeur à l’Université de Warwick, Royaume Uni (REINO UNIDO)

Claudia Korol, jornalista e educadora popular, feminista. ARGENTINA

Daniel Veltin, Responsable associative, FRANCE

Dominique F. Dionisi, FRANCE

ELIETTE PERNOT, FRANCE

Eric Nepomuceno, escritor, Rio de Janeiro, BRASIL

Fernando Morais,  escritor, São Paulo, BRASIL

Gaudencio Frigotto, professor universitário, Rio de janeiro, BRASIL

Ignacio Ramonet, escritor, ESPAÑA

Horacio Martins de Carvalho,  pesquisador agrário- Parana, BRASIL

Jacqueline LAVY, Ciudadana, Francia

Leopoldo Nunes, cineasta, Rio de janeiro, BRASIL

Léone Mayero, France-Uruguay

Joao Pedro Stedile- MST- Via campesina, BRASIL

Julie Devès, Rédactrice presse citoyenne et libre, FRANCE

Manuel Bertoldi, Dirigente de “Pátria Grande”, ARGENTINA

Marcos  Barros, pastor evangélico, BRASIL

Michel Maillet , médecin , France

Paola Estrada, da secretaria operativa dos movimentos populares da ALBA

Paul Nicholson, via campesina, PAIS BASCO

Raimundo Bonfim – Central de Movimentos Populares-CMP, BRASIL

Rémi Durieux, FRANCE

Ricardo Gebrim, dirigente da consulta popular e do sindicato dos advogados de São Paulo, BRASIL

Sfia Bouarfa, Députée Honoraire, Ancienne Sénatrice, FRANCE

Silvana Maria Gritti, professora, BRASIL

Sylvie Carrasco Marano, FRANCE

Thiago Pará – dirigente do Levante Popular da Juventude e Secretário Geral da União Nacional dos Estudante (UNE) – Brasil

Tuca Moraes, atriz e produtora cultural, Rio de Janeiro, BRASIL

Valter Pomar, professor universitário e militante do PT, São Paulo, BRASIL

 

ESTAMOS CON EL PUEBLO VENEZOLANO Y APOYAMOS EL PROCESO ELECTORAL BOLIVARIANO

 

Los últimos quince años el proceso bolivariano se llevó dieciséis elecciones y consultas populares en Venezuela. Ninguna de ellas fue impugnada. Por el contrario, permitieron la elección de notorios oposicionistas y cambios constitucionales.

El gobierno nunca ha cuestionado los resultados, incluso cuando eran desfavorables para ellos.

Venezuela tiene un sistema electoral eficiente, seguro y reconocido, que incluye urnas electrónicas, identificación digital con tinta indeleble y la impresión de los votos en papel, que permite la fiscalización y el cuestionamiento, a posteriori, de todas las circunscripciones en el país.

Al igual que cualquier otra, la sociedad venezolana tiene problemas y dificultades, y para enfrentarlos ha estado buscando y encontrando las soluciones adecuadas a los intereses de su pueblo.

El pueblo venezolano, los medios y todas las formas de organización social participan activamente en la vida política con una amplia y reconocida libertad.

Así que, los intelectuales y los movimientos populares de los líderes de las Américas vimos que el público:

– Apoyar el proceso de consulta democrática que tiene lugar en el país.

– Apoyar la Revolución Bolivariana, que tiene como objetivo mejorar las condiciones de vida del pueblo.

– Refutar cualquier intento de injerencia de poder político y económico externo para influir en el proceso electoral.

– Repudiar todos los actos de Actos de violencia que tengan la pretensión de perturbar las elecciones.

 

El pueblo venezolano lo sabe muy bien quiénes son sus enemigos y quiénes son sus aliados.

Y nosotros somos sus aliados.

Continente Americano, 30 de Noviembre de 2015.

____________________________________________________________________________________________________________

 

We support the Venezuelan People and the Bolivarian Electoral Process

Over the last fifteen years the Bolivarian process has held sixteen elections and popular referendums in Venezuela.  None of them have been contested.  On the contrary, they have seen the election of notorious opponents of the Bolivarian process and rejections to constitutional modifications.

The government never contested the results, even when they weren’t in its favor.

Venezuela has an efficient, secure and widely recognized electoral system that includes electronic ballots, the identification of those who have voted by marking their fingers with indelible ink, and the printing of paper voting receipts – a process that allows for the auditing and review of all the country’s electoral zones.

As is the case everywhere, Venezuelan society faces problems and difficulties, and in order to deal with them is looking for, and finding adequate solutions that are in the interests of its people.

The Venezuelan people, the media and every type of social organization actively participate in political life, with extensive and well-recognized freedom.

This is why we, intellectuals and popular movement leaders of the Americas, comes before the public to:

– support the democratic consultative process underway in the country.

– support the Bolivarian revolution, that aims to improve the lives of the people.

– rejects any attempt on the part of political and economic powers to interfere in the electoral process.

– repudiate the acts of violence that aims to disrupt the elections.

The Venezuelan people is perfectly aware of who its enemies are, and who its allies are.

We are its allies.

The American continent, November 30th, 2015.

 

NOUS SOMMES AVEC LE PEUPLE VÉNÉZUÉLIEN ET NOUS SOUTENONS LE PROCESSUSÉLECTORAL BOLIVARIEN

 

Ces quinze dernières années, le Venezuela a effectué près d’une vingtaine de scrutins, élections ou référendums. Aucun d’entre eux n’a été contesté. Au contraire, ils ont permis l’élection d’opposants notoires au processus bolivarien ou le rejet d’amendements constitutionnels. Le gouvernement n’a jamais contesté les résultats, même quand ils lui étaient défavorables. “Excès de démocratie” pour l’ex-président brésilien Lula da Silva.

Le Venezuela a un système électoral efficace, sûr et reconnu internationalement.  Il comprend des machines de vote électroniques, l’identification du votant par encrage indélébile du doigt et l’impression sur papier des preuves de vote – ce qui permet la surveillance et l’imputation des résultats à posteriori, dans toutes les zones électorales du pays. Selon Jimmy Carter dont la fondation a mené 98 observations électorales dans le monde, le Venezuela possède le meilleur système électoral du monde.

         (Pour les législatives du 6 décembre 2015, le Centre National Electoral (www.cne.gob.ve)  a invité les observateurs de l’UNASUR, organisation qui regroupe les douze pays d’Amérique du Sud et qui est déjà sur place, le Conseil des Experts électoraux de l’Amérique Latine, et entre autres observateurs internationaux, l’ex-Président du Panama Omar Torrijos, l’ex-candidat présidentiel de Colombie Horacio Zerpa ou l’ex-premier ministre espagnol Rodriguez Zapatero.)

Comme tout autre pays, le Venezuela affronte des difficultés qu’il tente de résoudre en protégeant les intérêts de sa population. Le peuple vénézuélien, les médias et toutes les formes d’organisation sociale participent activement à la vie politique avec une ample liberté. Les télés privées (80 % d’audience), la presse écrite et les radios qui critiquent à des degrés divers les politiques du gouvernement bolivarien, dominent la scène politique.

C’est pourquoi nous, intellectuels et mouvements populaires des Amériques, manifestons publiquement :

– Notre soutien au processus de consultation démocratique en cours dans le pays.

– Notre appui à la révolution bolivarienne qui cherche à améliorer les conditions de vie du peuple.

– Notre rejet de toute tentative d’ingérence de la part de pouvoirs politiques et économiques externes pour influencer le processus électoral.

– Notre rejet d’actes de violence visant à empêcher ou à perturber le déroulement des élections.

Le peuple vénézuélien sait bien qui sont ses ennemis et qui sont ses alliés.

Nous sommes ses alliés.

 

Depuis les Amériques, 30 novembre 2015

Max Altman: Na Venezuela, integrante de bando criminoso é o novo herói da direita

Por: Max AltmanCaptura de Tela 2015-11-30 às 13.09.18

Como um delinquente e integrante de um bando criminoso, julgado e condenado pela justiça, pôde ser dirigente da Ação Democrática?

Quanto cinismo! O colunista daFolha de S. Paulo, Clóvis Rossi, (ed. 30 nov. mundo A13) por não querer assinar de próprio punho, passa a palavra a Luis Almagro, secretário-geral da OEA: “O assassinato de um dirigente político é uma ferida de morte para a democracia”, disse Almagro sobre o tiro que matou o venezuelano Luis Manuel Díaz, dirigente da oposicionista Ação Democrática”.

Ocorre que Rossi recebeu do blogueiro que assina esta matéria um dossiê, do até agora apurado, sobre o assassinato. O que se tem ao certo é que o crime foi um acerto de contas entre mafiosos e assim honestamente deve ser tratado por quem tem a incumbência profissional de informar.

O restante de sua coluna esforça-se por demonstrar que o pleito de 6 de dezembro não será “livre e justo”, as duas palavrinhas que a comunidade internacional usa para qualificar a lisura de uma votação. Centra sua argumentação, baseada em pareceres de especialistas, de que a cobertura eleitoral dos meios de comunicação de massa é francamente favorável ao governista PSUV, em detrimento do espaço oferecido à opositora MUD.

Por acaso, só para citar um exemplo, a cobertura dos meios de comunicação de massa brasileiros – televisão, rádio e imprensa escrita – não foi esmagadora e raivosamente favorável a um dos candidatos nas últimas eleições presidenciais? É que a direita e os neocons não se conformam que na Venezuela a revolução bolivariana montou uma rede de comunicação para travar a batalha de ideias contra seus opositores, o que infelizmente não aconteceu e não acontece no Brasil: o PT ter montado também sua rede de meios de comunicação de massa.

Interessante que logo abaixo da matéria de Rossi, uma reportagem assinada por Samy Adguirni, correspondente do jornal na Venezuela, sob o título “Reduto chavista vibra em comício opositor”, dá conta que a oposição realizou um ato eleitoral em Guarenas, estado de Miranda, ‘bastião histórico do chavismo’.

Menciona ainda outras ‘penetrações’ de oposicionistas em redutos chavistas. De seu relato, não se pode perceber o menor ato de violência ou sequer resistência a atos políticos da oposição em redutos governistas. Pode-se então deduzir que a campanha corre com plena liberdade de manifestação e é isto que deveria ser destacado se houvesse ‘equilíbrio’ na informação.

Por quê um delinquente, portador de alentado prontuário policial, ex-presidiário, julgado e condenado por homicídio, estava em liberdade e era dirigente de seu partido?

Esta é a pergunta que não foi respondida pelo secretário-geral do partido Ação Democrática, Henry Ramos Allup, sobre Luis Manuel Díaz, alcunha El Crema, um meliante extorsionista assassinado em virtude de acerto de contas entre quadrilhas durante um ato político da oposição.

“Secretário-geral da AD em Altagracia de Orituco”, assim o definiu Allup na rede social. “Cumpria apenas dois meses como dirigente local desse partido. Como chegou a este cargo, é a certeira pergunta que o mundo deve se fazer.

Díaz era membro de um bando de extorsionistas, Los Plateados, que em conflito para ter acesso exclusivo à cobrança de “vacunas” (vacinas- ‘taxa’ de proteção) de empresários de Guárico contra outra quadrilha, Los Malony, perpetrou um assassinato por encomenda. Com a mesma arma que mataram Díaz haviam matado outra desse mesmo bando, Los Plateados, em outubro.

Agora, sobre casos esses sim que podem ser catalogados como crimes políticos, houve alguma reação da OEA, do Parlamento Europeu? Robert Serra, deputado da Assembleia Nacional, morte planificada pela direita colombiana; Eleazar José Hernández Rincón, estudante de direito, assassinado em eleições estudantis por Yorman Barillas, dirigente do partido opositor Primero Justicia; Génesis Arguinzones, dirigente na localidade de Petare (Miranda), morta por encapuzados vinculados com Primero Justicia; Liana Aixa Hergueta González, esquartejada por José Rafael Pérez Venta, dirigente de Primero Justicia.

Houve alguma reação do mundo a respeito? Da chancelaria do Brasil, Uruguai ou Paraguai? Da OEA de Luis Almagro? De algum governo europeu? De Mario Vargas Llosa? De Fernando Henrique Cardoso? De Sebastian Piñera, de Felipe González, de Vicente Fox, de Ricardo Lagos, de Alejandro Toledo? De algum meio de comunicação da grande mídia internacional? Da CNN? Do Departamento de Estado? Da Casa Branca?

PS do Viomundo: E a série de reportagens da Band sobre a Venezuela, hein? O que foi aquilo?

Venezuela, a Cuba de Macri

Macri pode estar querendo transformar a Venezuela no que foi Cuba para Menem e para Fernando de la Rúa: uma forma de se distinguir do resto dos países.


  Por: Martín Granovsky
Site Oficial Mauriciomacri.com.ar

O presidente eleito parece ter decidido mostrar qual será o seu papel na América do Sul: ser a única voz discordante sobre a Venezuela. Nem mesmo o centro direitista Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia, questiona o regime de Nicolás Maduro em temas de política interna. As diferenças entre ambos há dois meses tinham relação com um conflitos na fronteira, com o contrabando e a ação de paramilitares, e terminaram sendo resolvidas através de um diálogo, que contou com a ajuda do Brasil e da Argentina.

Mauricio Macri afirmou que trabalhará para tirar a Venezuela do Mercosul. Para isso necessita do consenso dos demais sócios – Brasil, Uruguai e Paraguai, os demais membros plenos do bloco, precisam dizer que sim a Macri.

Ao menos está claro que o Brasil não fará isso. E a prova é que já não o fez. Não o fez com Lula, nos tempos em ele e Hugo Chávez eram presidentes. Tampouco o fez Dilma Rousseff, nos últimos anos de Chávez e nos primeiros de Maduro. Em situações de crise, Lula falava muito com o presidente venezuelano, e pedia moderação – logo fez o mesmo com Maduro, já quando ele era ex-presidente. Mas sempre em privado. Agora tanto Lula quanto Dilma esperam com calma o resultado das eleições parlamentares do próximo dia 6 de dezembro.

Macri também anunciou que enviará ao Congresso um projeto para derrubar o tratado com o Irã. Se trata de um assunto diferente, porque não muda as relações com a América do Sul. Em todo caso, pode molestar o kirchnerismo, que apostou num pacto que Teerã nunca cumpriu, e que, de verdade, era impossível que cumprisse. Mas isso não altera os vínculos com o Brasil, a Venezuela e o resto do Mercosul.

O presidente eleito anunciou as duas medidas juntas, e talvez tenha querido enviar uma mensagem ao establishment dos Estados Unidos. Ou quem sabe tentou dizer que ele não será o presidente do pacto com o Irã, e menos ainda o das relações especiais com a Venezuela. Se o segundo caso for certo, Macri pode estar querendo transformar a Venezuela no que foi Cuba para Carlos Menem e para Fernando de la Rúa: uma forma de se distinguir do resto dos países. Menem inclusive chegou a construir uma relação especial com o anticastrista Jorge Mas Canosa, da Fundação Cubano Americana, para fortalecer essa imagem.

Mauricio Macri já havia resolvido mostrar com o tema da Venezuela uma postura diferente da tendência da região. A Fundação Pensar (reduto do pensamento macrista), fortaleceu laços com a oposição do país. No último debate do segundo turno eleitoral, Macri usou o tema e afirmou que defenderia uma suspensão ao país, para pressionar Scioli.

A carta que rege o Mercosul contempla a cláusula de Ushuaia, a que afirma que um país pode ser separado quando exista uma “ruptura da ordem constitucional”, ou quando não se verifique “a plena vigência da ordem democrática”. Com esse argumento, o bloco apartou o Paraguai após o golpe de Estado contra Fernando Lugo, em 2012 – quando o Senado do país submeteu o então presidente ao juízo político mais rápido da história, e o substituiu pelo vice Federico Franco, amigo de Macri e cliente do seu assessor Jaime Durán Barba.

Lilian Tintori, esposa do opositor venezulano Leopoldo López, esteve em Buenos Aires durante o triunfo de Macri. Apareceu festejando e tirando fotos com os vencedores.

Segundo informação do canal TeleSur, López foi condenado a 13 anos de prisão “por delitos que vão desde incitação à desordem, intimidação pública e danos à propriedade pública, até o homicídio intencional qualificado executado por motivos fúteis”. A Justiça determinou que ele é culpado no caso de incitação dos atos que terminaram em violência e mortes, em várias manifestações realizadas no país, em fevereiro de 2014. Segundo o ex-promotor Franklin Nieves, entrevistado pela CNN en Español, “as provas contra López são falsas”.

A pergunta é se, independente das controvérsias internas na Venezuela, é conveniente à América do Sul fazer outra coisa que não seja ajudar.

Tradução: Victor Farinelli

Sistema eleitoral venezuelano oferece garantias suficientes, conclui estudo

Uma das conclusões principais de um estudo elaborado por professores e pesquisadores do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Central da Venezuela e do Instituto de Estados Estudos do Poder Eleitoral (IAEPE) foi que o sistema eleitoral venezuelano oferece garantias suficientes a respeito da vontade popular expressa pelo voto.

As conclusões desta pesquisa, que se fundamentou nos cinco últimos proce-ssos eleitorais, foram apresentadas em um ato na UCV. O ato foi presidido pelo diretor do Instituto de Altos Estudos do Poder Eleitoral, professor Luis Oblitas, e pelo diretor do Instituto de Estudos de Pós-Graduação da UCV, professor Rodolfo Magallanes.

Magallanes destacou que o sistema eleitoral venezuelano oferece garantias suficientes no que diz respeito ao voto, porque as características atuais do modelo eleitoral venezuelano permitem transparência permanente e inspeção das organizações políticas em cada uma das fases do processo eleitoral.

“Não se pode avançar à fase sucessiva do processo eleitoral sem que o passo prévio esteja certificado, reconhecido e avaliado pe-las organizações políticas participantes. O fato de que as organizações políticas tem voz e participam em cada uma das fases prepa-ratórias do processo eleitoral, e que esse processo não avança sem seu aval, oferece garantias que não existem em outros países da região”, explicou.

Por sua vez, o porta-voz Domingo Medina, integrante da equipe de pesquisa do IAEPE, fez uma apresentação sobre as campanhas eleitorais e o marco jurídico que as regula, a partir do monitoramento sistemático da transmissão da propaganda política nos meios de comunicação audiovisuais do país, realizado pelo organismo eleitoral durante as últimas cinco campanhas eleitorais.

O estudo de Medina estava centrado na comparação do número de peças publicitárias e emissões por organização política, por ca-nal de televisão e a difusão diária durante a campanha eleitoral e as coberturas informativas, no qual se demonstra em porcentagem que as peças publicitárias da oposição tiveram aproximadamente 65% de exposição e as do chavismo, 35%.

Totalmente auditável

O tema das auditorias como parte das garantias para a transparência e confiabilidade das eleições foi apresentado pelo professor da UCV, Carlos Rojas, e pelo pesquisador do IAEPE, Juan Carlos Mejías. Os pesquisadores revisaram as 247 auditorias aplicadas no sistema eleitoral, no período compreendido entre 2004 e 2014.

Sinalizaram que nos últimos anos o Registro Eleitoral foi auditado quatro vezes, as urnas de votação doze vezes, o sistema de iden-tificação do eleitor foi revisado oito vezes, a produção das urnas 38 e o sistema de apuração seis vezes.

“Revisamos todas as atas das 247 auditorias efetuadas e não encontramos alguma que tenha sido questionada pelas organizações políticas, incluindo as que fazem oposição ao governo”, disse Rojas.

Acompanhamento internacional

O documento sobre o programa de acompanhamento internacional está a cargo de Marx Caballero, também integrante da equipe de pesquisadores do IAEPE, e Ángel Aquino, professor da UCV. Os pesquisadores destacaram que a presença de atores internacionais nos processos comiciais se mantem de fato e direito por estar estabelecida na normativa eleitoral.

“No período compreendido entre 2006 e 2013, o Conselho Nacional Eleitoral desenvolveu dez planos de acompanhamento interna-cional eleitorais; ou seja, a visita de aproximadamente 2.000 acompanhantes de diversos continentes e perfis profissionais, assim como também organizou missões técnicas de acompanhamento internacional de organismos como a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), o Mercosul, a União Interamericana de Organismos Eleitorais (UNIORE), o Conselho de Especialistas Eleito-rais da América Latina (CEELA), Centro Carter, a Associação Nacional de Advogados dos Estados Unidos da América do Norte, en-tre outros convidados”, sinalizaram os acadêmicos em seus trabalhos.

(Fonte: CNE)

 

DILMA É CONTRA POSIÇÃO DE MACRI SOBRE VENEZUELA

 
Governo brasileiro sinaliza que não vai apoiar proposta do novo presidente da Argentina, Mauricio Macri, de pedir a suspensão do país de Nicolas Maduro do Mercosul; para Dilma Rousseff, ‘os sócios do bloco precisam trabalhar juntos para torná-lo mais robusto e espera que Macri deixe seus próprios interesses de lado para privilegiar o que é melhor para a união aduaneira’; logo após sua vitória nas urnas, o sucessor de Cristina Kirchner disse que solicitará na próxima cúpula que seja aplicada a cláusula democrática contra a Venezuela pela “perseguição aos opositores e à liberdade de expressão”

 

O governo de Dilma Rousseff sinalizou que não vai apoiar a proposta do novo presidente da Argentina, Mauricio Macri, de pedir a suspensão da Venezuela do Mercosul.

Logo após sua vitória nas urnas, o sucessor de Cristina Kirchner disse que solicitará na próxima cúpula que seja aplicada a cláusula democrática contra a Venezuela pela “perseguição aos opositores e à liberdade de expressão”.

Para Dilma Rousseff, os sócios do bloco precisam trabalhar juntos para torná-lo mais robusto e espera que Macri deixe seus próprios interesses de lado para privilegiar o que é melhor para a união aduaneira.

O Paraguai chegou a ser afastado do bloco temporariamente, há cerca de três anos, devido à destituição do então presidente Fernando Lugo pelo Congresso daquele país. A saída de Lugo foi considerada um golpe branco da oposição, que acabou elegendo o atual presidente Horácio Cartes.

 

Venezuela: Estados Unidos e Alemanha financiam o imaginário da fraude

500 mil dólares: este é o financiamento estrangeiro à oposição, cujo único fim é criar um imaginário de fraude eleitoral através do terrorismo midiático.


Por: Álvaro Verzi Rangel*

Dorwis Gómez / Flickr

A Unasul já começou os trabalhos de acompanhamento das eleições parlamentares da Venezuela, no dia 6 de dezembro, feito por especialistas de onze países, encabeçados pelo ex-presidente dominicano Leonel Fernández. Apesar desses esforços, a oposição continua clamando pela ingerência de políticos e observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA), da União Europeia e de ex-presidentes conservadores não só da América Latina.

Mas o interesse não é só dos membros da coalizão direitista Mesa de Unidade Democrática (MUD), que aglutina os setores da oposição. A necessidade de criar um imaginário de fraude eleitoral – como vem se repetindo em cada fracasso nas urnas – vem do Norte, e tem um amplo financiamento germano-estadunidense.

No dia 29 de setembro, a sede do Comitê de Relações Internacionais da MUD foi palco de uma reunião sigilosa, com o objetivo de coordenar com diferentes ONGs internacionais a presença de “observadores” especiais vindos de outros países.

Outro ponto abordado nessa reunião foi a necessidade da oposição venezuelana de receber maior apoio financeiro, que permita desenvolver maiores e melhores ações, além do dinheiro necessário para alimentar as campanhas dos candidatos, para maior publicidade e mobilização de eventos, que visam não só promover a oposição como trabalhar na deterioração da imagem do governo nacional e internacionalmente – e para isso os fundos sempre estão disponíveis.

Embora os principais líderes da MUD se encontrassem no recinto, o encontro foi dirigido por Eduardo Semtei e Lilian Tintori, a esposa de Leopoldo López.

Também estavam presentes os “patrocinadores convidados”, os financiadores estrangeiros da desestabilização: Henning Suhr, representante da Fundação alemã Konrand Adenauer na Venezuela, Lee Mclenny, encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos em Caracas, e Samuel David Sipes, funcionário do escritório político da mesma sede diplomática, e sucessor de Phililp Laidlaw na direção da sede da CIA na capital venezuelana.

Os opositores venezuelanos e os financiadores alemães e estadunidenses concordaram em promover a presença de mais de 200 observadores membros das fundações alemãs Adenauer e Frederick Ebert, da Internacional Socialista (social-democrata), da União Europeia e da Federação Interamericana de Advogados (FIA) – tais organismos não são reconhecidos pelas autoridades eleitorais da Venezuela. Além desses grupos, também seriam trazidos ao país grupos de parlamentares e ex-presidentes da região, talvez alguns intelectuais – todos ultradireitistas.

O essencial neste encontro foi desenhar a estratégia para que os observadores dessas ONGs selecionadas pudessem ter acesso ao processo eleitoral, segundo o mecanismo pelo qual os partidos políticos podem convidar alguns dos observadores, os quais o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) chama de “acompanhadores do processo”.

A missão principal dessa manobra, segundo explicou Semtei, é conseguir que a campanha midiática internacional pressione o governo para aceitar a observação eleitoral de diferentes atores internacionais, capazes de semear uma matriz de opinião que reflita a possibilidade de uma fraude.

Os financiadores pedem ordem

As conclusões da reunião não ficaram nas mãos dos dirigentes da MUD. Se tornaram missões encarregadas a Suhr, Mclenny e Sipes, que deram prioridade e à necessidade imediata de que a oposição alcance uma maior organização sobre os diversos projetos e ações previstas para os dias prévios, para o dia das eleições e também para as jornadas posteriores.

Conscientes de que para pedir ordem deveriam mostrar seu poder de persuasão, os patrocinadores convidados falaram na distribuição de meio milhão de dólares como apoio solidário, para serem distribuídos através de transferências bancárias, provenientes principalmente desde a Alemanha, passando por contras já existentes na República Dominicana, em Curaçau e nos Estados Unidos.

A divisão, dólar por dólar

A tabela de distribuição dos fundos foi apresentada no final da reunião: de um total de 500 mil dólares, cerca de 91 mil seriam destinados ao apoio aos candidatos opositores nas eleições parlamentares, fundamentalmente naqueles circuitos onde existem maiores possibilidades de abstenção e muitos eleitores indecisos. Timoteo Zambrano, coordenador de assuntos internacionais da MUD, foi quem assumiu o compromisso de administrar sua distribuição.

Outros 98 mil dólares foram investidos no lobby internacional através de viagens, conferências, pronunciamentos e encontros com representantes dos governos. Obviamente, essa verba será controlada pela esposa pop star de López, Lilian Tintori, para turnês na Europa (Espanha, Bélgica e Suíça) e na América Latina (Uruguai, Brasil, Argentina, México, Colômbia e Chile). Os patrocinadores convidados também investiram 32 mil dólares para a promoção a grande escala de projetos, conferências, entrevistas (televisão, publicidade digital, rádio, redes sociais), assim como encontros com figuras de realce internacional, para o qual se destinaram mais 35 mil dólares.

Para o apoio logístico e a preparação da imagem para as eleições parlamentares serão usados 30 mil dólares, cifra que alguns dirigentes da MUD consideraram baixa.

Um montante de 50 mil dólares será para a campanha em favor da liberação dos que eles qualificam como presos políticos venezuelanos e contra as supostas violações de direitos humanos contra eles – dos quais, cerca de 20 mil irão para os meios jornalísticos audiovisuais, gráficos e portais cibernéticos, e quem os administrará é o diretor do diário El Nacional, Miguel Enrique Otero.

O acordo também prevê uma maior ênfase na figura de Leopoldo López durante a campanha, tarefa para a qual estarão comprometidos os demais 30 mil dólares, para garantir que não faltarão as ferramentas necessárias, como telefones, tablets, laptops, baterias e outros equipamentos.

Financiar a subversão

Mas a maior cifra, cerca de 250 mil dólares, serão para o desenvolvimento de projetos, programas, cursos de capacitação que abordem temas de liderança juvenil, governabilidade social, sociedade civil e diretos humanos. Para isso, se selecionou um grupo de ONGs na Venezuela, encarregadas de estruturar as redes necessárias para inserir neste plano subversivo os setores juvenis, estudantis e demais, capazes de mobilizar a “sociedade civil” para enfrentar o governo.

Dessa verba, cerca de 24 mil dólares foram entregues à Rede Venezuelana de Organizações para o Desenvolvimento Social (Redsoc), 26 mil para as atividades da ONG Anistia Internacional Venezuela e 20 mil para e a Corporação Venezuelana de Televisão (Venevisión), especializada em campanhas de degradação do governo.

Mas há outros beneficiários: 18 mil foram para o Centro de Divulgação do Conhecimento Econômico para a Liberdade (Cedice) e 38 mil para fortalecer o acionar dos jovens do Centro de Diritos Humanos da Universidade Católica Andrés Bello.

Na lista divulgada no dia 29 de setembro, 22 mil dólares foram destinados para a promoção do trabalho da Fundação Reflexos da Venezuela, 17 mil para incrementar o trabalho realizado pela ONG Transparência Venezuela, além de 16 mil para os jesuítas da Fundação Centro Gumilla.

Ainda assim, 34 mil dólares serão para o trabalho da ONG Venezuela Diversa, e outros 22 mil para continuar com a capacitação de jovens através do Programa Venezuelano de Educação (Provea). Finalmente, 22 mil a mais para assegurar o apoio da associação civil Controle Cidadão, “para a segurança, a defesa e a força armada nacional”.

Essas são as cifras do financiamento estrangeiro à oposição, cujo único fim é a desestabilização do país, e criar um imaginário de fraude eleitoral através do terrorismo midiático cartelizado.

*Sociólogo, investigador do Observatório da Comunicação e da Democracia.

Tradução: Victor Farinelli

Segundo promotor, FHC e Aécio são cúmplices do golpismo na Venezuela

Em entrevista à Carta Maior, Tarek William Saab, Promotor do Povo da Venezuela, acusa FCH e Aécio de golpistas.


Por:  Darío Pignotti

aporrea.org

“Eu respeito a autodeterminação dos povos, por isso peço o mesmo ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e a seu pupilo (Aécio) Neves. Gostaria de dizer a eles que, por favor, não se envolvam em assuntos internos da Venezuela, dando apoio a grupos extremistas responsáveis pela morte de mais de 40 pessoas”.

A afirmação é de Tarek William Saab, que encabeça a Promotoria do Povo (órgão do Ministério Público especialmente ligado ao Poder Cidadão da Venezuela), em entrevista para Carta Maior, a respeito do que ele descreveu como “o apoio de FHC e Aécio aos dirigentes golpistas do meu país à conspiração contra os esforços para o diálogo realizados pelo governo do presidente Nicolás Maduro”.

Na última terça-feira (5), FHC recebeu as esposas de Leopoldo López e Antonio Ledezma, políticos “processados por seus vínculos com a onda de violência insurrecional que deixou 43 mortos no ano passado”, recordou Saab, pouco depois de chegar em Brasília, para reuniões marcadas nesta quinta no Senado e “um possível encontro com alguns ministros do governo”.

Carta Maior: Segundo se informou, FHC poderia fazer, em breve, uma visita a Caracas, na condição de membro do Clube de Madrid?

Tarek William Saab: Isso seria uma interferência inaceitável por parte do ex-presidente Cardoso. Sua atitude, e seu pupilo (Aécio) Neves, deve terminar, não podemos admitir este tipo de intromissão lesiva à soberania nacional da Venezuela. É inadmissível, uma agressão, e digo isso na condição de presidente de um dos cinco poderes da República, que é o Poder Cidadão. É lamentável que Cardoso seja parte das campanhas do Clube de Madrid.

CM: O que é o Clube de Madrid?

TWS: Um grupo formado por muitos ex-presidentes, lá está o ex-mandatário espanhol Felipe González que foi declarado persona non grata na Venezuela. Vou dizer de forma mais direta, o Clube de Madrid é um cartel integrado por assassinos, processados por crimes contra os direitos humanos, como José María Aznar (ex-presidente da Espanha, sucessor de González, embora seu opositor histórico).

As tropas espanholas também participaram da matança contra iraquianos durante a invasão norte-americana, na década passada, quando Aznar, do conservador Partido Popular, fez o país apoiar substantivamente a missão. Quando Felipe González (do Partido Socialista Operário, de centro-esquerda) foi presidente, entre os Anos 80 e 90, o país financiou um grupo de extermínio parapolítico chamado GAL (Grupos Antiterroristas de Libertação). Outro que está no Clube de Madrid é Álvaro Uribe, ex-mandatário colombiano, um monstruoso violador dos direitos humanos em seu país, que foi processado e é conhecido no planeta como um criminoso protegido pelos Estados Unidos.

Mas não nos equivoquemos, o Clube de Madrid não é só Felipe González, e Aznar, e Uribe, e Cardoso. Quem realmente dirige o grupo é Barack Obama, ele é o dono desse circo. Há 15 anos, os Estados Unidos estão por trás das conspirações para desestabilizar o governo progressista da Venezuela. E há 15 anos o povo venezuelano tem feito um trabalho heroico de resistência contra esse plano conspiratório internacional.

CM: O que você acha da opinião da presidenta Dilma Rousseff?

TWS: Ela tem contribuído para a harmonia na Venezuela, através de suas participações na Unasul, na Celac, em seus pronunciamentos contra a decisão de Obama de declarar a Venezuela uma ameaça. As posições do governo brasileiro propiciam o entendimento em nosso país, e facilitam a existência de um ambiente pacífico. Seguindo nesse ponto, quero destacar a importância que tem a rejeição popular às medidas arbitrárias de Obama, como as que vimos no mês passado, na Cúpula das Américas, no Panamá, que enfrentou uma posição unitária dos países latino-americanos, todos contra a postura estadunidense.

CM: As esposas de López e Ledezma disseram que a Venezuela é uma ditadura, onde há dezenas de presos políticos.

TWS: Primeiro, digo que na República Boliviariana da Venezuela existem cinco poderes que constituem o Estado. Eu presido um deles, e respeito a autonomia dos demais. Os senhores López e Ledezma estão sendo processados pelos tribunais penais, completamente autônomos do poder político.

No caso de López, a acusação é de autoria intelectual de uma avançada violenta iniciada no começo de 2014, onde houve 43 mortos. Está sendo responsabilizado por instigar a insurreição violenta e por desconhecer as autoridades eleitas.

CM: Os presos estão recluídos em condições dignas?

TWS: Da nossa parte, como instituto responsável por velar pelos direitos humanos, posso garantir que temos visitado o senhor López em seu lugar de detenção, e comprovamos que está em condições absolutamente dignas. No caso de Ledezma, ele já não está em um presídio. É importante que a opinião pública internacional, que muitas vezes é enganada pelas grandes cadeias mundiais de notícias, saiba que Ledezma está em sua casa. Ele teve um problema de saúde, parece que foi uma hérnia, e por essa razão foi concedida a mudança no lugar de detenção, aplicando o benefício da prisão domiciliar.

CM: Politicamente falando, qual é a representatividade de López e Ledezma?

TWS: Eles formam parte da oposição, representam o setor mais radicalizado e extremista, que é visto com simpatia pelos Estados Unidos. Optaram pela via insurrecional, de desconhecimento da legitimidade de um presidente eleito, como Nicolás Maduro, que venceu nas urnas com uma vantagem de mais de 200 mil votos. Em nenhum país do mundo discute-se a legitimidade de um presidente que ganhou as eleições. Nem Al Gore objetou a polêmica vitória de George W. Bush em 2000. Embora em 2014, em El Salvador, a agrupação ultradireitista Arena questionou o triunfo da Frente Farabundo Martí, que foi muito estreito (0,3%), o que talvez seja uma nova tendência de alguns grupos políticos no continente. Mas é muito importante que a opinião pública brasileira saiba que López e Ledezma não são representativos de toda a oposição venezuelana, que essa é uma mentira na que as cadeias internacionais, como a CNN, repetem muito.

CM: O que reproduz a postura hostil da CNN para com o governo venezuelano.

TWS: É verdade, mas foi um exemplo, não quero ficar somente no que faz este ou aquele canal de notícias. Prefiro falar dos senhores da imprensa em geral, o golpe de Estado contra o presidente Hugo Chávez, em 2002, foi comandado pelos canais de televisão privados. Um almirante golpista chegou a admitir – se não houvesse sido pela participação da imprensa no golpe, ele não haveria acontecido.

É preciso acabar com esse costume na América Latina, onde os senhores dos meios de comunicação se sentem no direito de impor e derrubar presidentes, impor deputados, governadores, etc.

A política deve ser feita com as pessoas e para elas, deve ser feita nas ruas, deve ser feita com debates, com ideias. Não pode ser feita por alguns poucos donos de empresas de comunicação manipulando as pessoas. A política não pode ser feita só do lobby das multinacionais.

CM: Como quais?

TWS: Por exemplo, um lobby que pode ser considerado um dos mais poderosos do planeta é o lobby sionista, vinculado às grandes instituições financeiras, aos grandes meios de comunicação, à indústria cinematográfica de Hollywood, à indústria discográfica, à indústria do espetáculo e das notícias sobre as celebridades. Entre tantas outras áreas onde ele atua, esse lobby também participou da conspiração contra a Venezuela, assim como o lobby das grandes transnacionais, que não aceitam que o meu país viva uma revolução e que busque sua independência, sua soberania e sua autodeterminação.
__________

Tradução de Victor Farinelli.

#6/D, defender o poder do povo na Venezuela #Somoselvoto

Desde  sua criação, a Revolução Bolivariana estava destinada a progredir na consolidação das pessoas no poder, fortalecendo uma consciência popular e na construção de uma estrutura de governança que incentiva a participação de todos os setores. Esta dinâmica deve agora ser aprofundada para garantir a liderança coletiva da nação.

“Não deixe  ninguém que a chama sagrada do sonho da revolução e da pátria  diminue intensidade ou se desligar” Nicolas Maduro.

A Revolução Bolivariana  trabalho duro baseada na esperança  por e para o povo.

“A chama da revolução está viva, uma chama de espessura,  a chama da esperança e do país profundo”

Com informaçoes das Agencias.

%d blogueiros gostam disto: