Arquivos do Blog

Efeitos do Programa Bolsa Família sobre a mortalidade em crianças

O Brasil reduziu sua taxa de mortalidade infantil em 90,2% nos últimos 74 anos e a expansão de programas sociais focados nas populações mais vulneráveis tem impacto direto nesse resultado. Segundo dados das Estatísticas do Registro Civil 2014, divulgados nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de mortes de crianças com menos de um ano de idade no país passou de 146,6 óbitos por mil nascidos vivos para 14,4, de 1940 a 2014.

 

Ana Nascimento/MDS

A pesquisa está publicada no artigo  <i>Efeitos do Programa Bolsa Família sobre a mortalidade em crianças: uma análise dos municípios brasileiros</i>A pesquisa está publicada no artigo Efeitos do Programa Bolsa Família sobre a mortalidade em crianças: uma análise dos municípios brasileiros

A diversidade de estratégias utilizadas pelo governo federal, como é o caso do Programa Bolsa Família, tem reduzido a pobreza e melhorando a qualidade de vida da população, consequentemente reduzindo a mortalidade. Estudo publicado em 2013 pela revista The Lancet indica que municípios com cobertura alta e consolidada do Bolsa Família têm mortalidade infantil quase 20% menor do que municípios com cobertura baixa e mesmo perfil socioeconômico.

Essa redução foi ainda maior quando se considerou a mortalidade específica por algumas causas, como a desnutrição, na qual a mortalidade caiu em 65%, e por diarreia, cuja redução foi de 53%. Um artigo sobre a pesquisa, intitulado Efeitos do Programa Bolsa Família sobre a mortalidade em crianças: uma análise dos municípios brasileiros, está disponível no livro Programa Bolsa Família: uma década de inclusão e cidadania.

O coordenador-geral de Integração e Análise de Informações do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Flávio Cireno, destaca que a ligação entre a redução da mortalidade infantil e os programas do governo se dá por dois indutores básicos: a transferência de renda e a atenção à saúde básica. “A transferência de renda está diretamente ligada à nutrição.

Quando se transfere renda, a primeira coisa que as famílias tendem a investir é em alimentação. E a desnutrição é um dos fatores de forte influência sobre a mortalidade infantil. A segunda investida é em moradia. Quando uma pessoa começa a melhorar, a sair da pobreza, uma das prioridades é procurar casa melhor, com acesso à água corrente, esgoto, material durável, enfim, saneamento básico, outra condicionante essencial para a redução dos índices de mortalidade.”

Cireno também ressalta que o acompanhamento de saúde ofertado pelos programas garante qualidade de vida às pessoas assistidas. O coordenador de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, Paulo Bonilha, concorda. No Bolsa Família, por exemplo, as gestantes tem acompanhamento de pré-natal e orientação para a fase de amamentação e as crianças até sete anos são acompanhadas no calendário de vacinação e na medição de peso e altura.

“O atendimento à gestante feito ao longo da gravidez é fundamental para o bebê nascer melhor. Depois, a qualidade da assistência ao parto, o incentivo ao parto normal para que ele não nasça prematuro, o acesso à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal se o bebê tiver qualquer complicação. Isso tudo, somado ao acompanhamento durante o primeiro ano de vida, com todas as ofertas, o aleitamento materno, a vacinação, as consultas médicas e de enfermagem, o acompanhamento do desenvolvimento neuropsicomotor desse bebê, é muito importante e é o que o Sistema Único de Saúde (SUS) vem fazendo em todo o país”, afirma Bonilha.

Fonte: MDS

Anúncios

Cuba, pioneira em eliminar a transmissão de HIV de mãe para filho

A Organização Mundial da Saúde certificou Cuba como o primeiro país do mundo que venceu o desafio de eliminar a transmissão do vírus HIV de mãe para filho.


Por: Cuba Salud

EBC

A Organização Pan-americana de Saúde (OPS, escritório regional da mundial OMS) entregou a Cuba a primeira certificação do mundo que a credita como país que venceu o duplo desafio de eliminar a transmissão do vírus HIV de mãe para filho, e também a sífilis congênita.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) foi quem certificou o país caribenho. Segundo a entidade, Cuba é o primeiro país do mundo a eliminar a transmissão do vírus da AIDS e da sífilis de mãe para filho.

Segundo a OMS, a cada ano, cerca de 1,4 milhão de mulheres com HIV ficam grávidas no mundo, e se não recebem tratamento, as possibilidades de que transmitam o vírus aos seus bebês durante a gestação, parto ou lactância oscilam entre 15 e 45%. Por isso é muito importante cortar esse círculo vicioso que ajuda na propagação de um vírus que a medicina mundial tenta combater há décadas, sem encontrar ainda uma cura que seja efetiva.

A cubana Yunaisy Rodríguez foi infectada com HIV, o que descobriu durante um controle de saúde de rotina, no Centro Policlínico Bernardo Posse, em Havana. Mas ela queria ter outro filho.

“Eu adquiri a doença, mas meu marido queria ter outro filho, e eu também, e graças a Deus, com a ajuda dos médicos, meu bebê nasceu saudável”, contou ela.

Rodríguez é uma das 2,6 mil mulheres entre 15 e 49 anos que vivem com HIV em Cuba, mas que não contagiaram seus bebês com o vírus graças ao tratamento que recebem.

A cerimônia de entrega do certificado foi realizada na sede da OPS, em Washington, capital dos Estados Unidos. Durante o evento, Cuba recebeu a primeira o prêmio por ser ter vencido o desafio de eliminar a transmissão do HIV e da sífilis congênita em casos de mãe para filho.

O número de crianças que nascem a cada ano com HIV no mundo foi reduzido quase à metade nos últimos cinco anos – passando dos 400 mil registrados em 2009 aos 240 mil de 2013, uma cifra, em todo caso, ainda distante do objetivo da OMS, de que as novas infecções infantis sejam menos de 40 mil por ano, a que esperam alcançar no balanço final deste 2015.

Tradução: Victor Farinelli

Cuba é o melhor país da América Latina para ser mãe, diz estudo

Cuba é o melhor país da América Latina para a maternidade e o 33º do mundo, segundo um índice da organização britânica Save the Children.

País caribenho está à frente de Argentina, Costa Rica e México em índice sobre maternidade.

A ONG, cuja sede fica em Londres, leva em conta fatores como bem-estar, saúde, educação e situação econômica das mães, assim como a taxa de mortalidade infantil e materna, para definir a tabela.
Levando em conta somente a América Latina e Caribe, Cuba está à frente da Argentina (36), Costa Rica (41), México (49) e Chile (51). O Haiti está no 164º lugar. Também em postos relativamente baixos estão Honduras (111), Paraguai (114) e Guatemala (128). A Venezuela está em 66º.

“Apesar de a América Latina ter conseguido enormes avanços, podemos fazer mais para salvar e melhorar a vida de milhões de mães e bebês recém-nascidos que se encontram na maior situação de pobreza”, afirmou o diretor da Save the Children para a América Latina, Beat Rohr. Ele disse que os maiores avanços foram registrados no Brasil, Peru, México e Nicarágua.

O Índice de Risco do Dia do Parto, elaborado pela primeira vez, revela que 18 % de todas as mortes de crianças menores de 5 anos na América Latina ocorrem durante o dia de nascimento. As principais causas são nascimentos prematuros, infecções graves e complicações durante o parto.

Contudo, a mortalidade neonatal na região diminuiu 58 % nas últimas duas décadas, apesar de ainda existir uma grande diferença na atenção dada às pessoas ricas e às com menos recursos, ressalta o estudo. A Save the Children estima que, a nível mundial, mais de um milhão de recém-nascidos poderiam ser salvos todos os anos caso o acesso à saúde fosse universal.

“Quando as mulheres têm educação, representação política e uma atenção materna e infantil de qualidade, elas e seus bebês têm muito mais probabilidades de sibreviver e prosperar, assim como a sociedade na qual vivem”, sublinhou Rohr.

con informaáo do Opera Mundi

%d blogueiros gostam disto: