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Obama em Havana? Especialista cubano não descarta essa possibilidade

Darío Pignotti, direto de Havana

 Após a visita de Francisco a Cuba, há duas semanas, o tema que está na boca de todos é o segundo encontro de Raúl Castro com seu colega Barack Obama em Nova York, o segundo em seis meses, depois de 56 anos de conflito diplomático imposto por Washington. Durante esse meio século sem relações, os dois países mantiveram seus escritórios de representação de interesses funcionando.

O doutor Néstor García Iturbe é um dos poucos cubanos com vasta experiência diplomática nos Estados Unidos, já que trabalhou em representação do seu país durante a Guerra Fria.

Nesta entrevista exclusiva com Carta Maior, García Iturbe analisa o encontro entre Raúl e Obama, as consequências do descongelamento, uma possível viagem de Obama a Havana, o eixo diplomático entre Cuba e o Vaticano e a obsessão estadunidense por acabar com a Revolução.

Cubadebate
– Qual é o seu balanço do encontro entre Raúl e Obama em Nova York?

– Considero que ambos cumpriram os seus propósitos. No caso de Obama, mostrar que o processo com Cuba está avançando e fortalecer uma melhor imagem na América Latina, apesar de tudo o que está fazendo, principalmente contra Venezuela, Bolívia e Equador. No caso de Raúl, aproveitar a oportunidade para reforçar que agora começa o processo de normalização, e apresentar novamente o que Cuba exige como condição: a suspensão do bloqueio, a devolução do território ocupado em Guantánamo, ainda que isso faça com que esse processo dure alguns anos mais.

– Você considera que o pronunciamento de Obama contra o bloqueio foi sincero?

– Segundo o meu critério, Obama foi bem claro no que disse, mas foi tergiversado e mal interpretado por muitas agências de notícias, eu diria que quase todas. Obama disse que “na medida em que esses contatos promovam progresso, o Congresso (dos Estados Unidos) inevitavelmente perceberá que deve levantar o embargo, que não pode continuar”. Eu considero que esse é um dos diferentes cantos de sereia, dos quais já fomos advertidos pelo próprio Raúl. Nesse discurso, algumas coisas foram claras, outras ficaram à mercê da interpretação de cada um. Dizer que o bloqueio não funcionava significa que agora estão provando outra forma de conseguir os seus propósitos, que não mudaram. A meta é destruir a Revolução Cubana. Obama quer dar a entender que a política na qual insistiram nos últimos cinquenta anos pretendia melhorar a vida do povo cubano. Alguém acredita nisso? Bloqueio, agressão militar na Praia Girón, queima de canaviais, destruição de fábricas, escolas, armazéns e outros centros, introdução de pragas e doenças no país… Ninguém pode considerar que isso tudo foi pensado para melhorar a vida do povo cubano.

– O fim do bloqueio e o fechamento da prisão de Guantánamo poderiam acontecer antes do fim do mandato de Obama?

– A possibilidade é muito remota, mas existe. Tudo dependerá das eleições e dos interesses das grandes corporações, sobretudo no caso do bloqueio. Com relação a Guantánamo, também há chances, mas é uma questão que está se desenvolvendo de forma muito mais lenta, se ele quer fechar a prisão antes de terminar o mandato, terá que acelerar o processo.

– Quem tem mais pressa em avançar, Obama ou Raúl? Cuba pode esperar mais 50 anos?

– Eu acho que são eles que estão cinquenta anos atrasados. A Revolução Cubana, com dificuldades, muitas delas criadas pelos Estados Unidos, continua viva e avança. Há cada dia mais países querendo estabelecer relações comerciais com Cuba, comprar nosso tabaco, nosso rum, nosso açúcar, nosso níquel, ir aos nossos hotéis. Os homens de negócios dos Estados Unidos sabem que se não correm não vão ter nada mais o que negociar, somente aquilo que sobrar, que é sempre o pior. A pressa é deles, não nossa.


Obama em Cuba?


– Depois da reunião com Raúl, é possível que Obama viaje a Cuba?

– Isso será determinado, em parte, pelas eleições, e por outro lado, pela pressa de Obama em consolidar o que já obteve. Também poderíamos peguntar se seria possível uma visita oficial de Raúl Castro aos Estados Unidos. Eu acho que seria, mas depende de Obama querer correr esse risco. Se o Congresso levantar o bloqueio tenho certeza que ele viajará.

– Por que Obama apostou na aproximação?

– Porque percebeu o fracasso do que fizeram nos últimos cinquenta anos, e agora precisa de uma nova fórmula capaz de derrotar a Revolução Cubana. Em vez de isolar Cuba, os Estados Unidos acabou isolando a si mesmo na América Latina. Se conseguirem domar Cuba, eles tentarão fazer com que isso influa em outros países da região, onde pretendem entrar em melhores condições.


Francisco


– Quão importante foi a mediação do Papa? O diálogo teria prosperado se Bergoglio não tivesse facilitado?

– Evidentemente que a mediação do Papa ajudou e foi importante. Ofereceu confiança às duas partes, algo importante para poder negociar e avançar. Sem a mediação do Papa, o diálogo se estabeleceria, mas não teria resultados em tão pouco tempo.

– Quando se vê Raúl e Francisco falando, parece haver uma certa intimidade. Uma confiança política. Os laços entre Cuba e o Vaticano são suficientemente sólidos como para suportar eventuais crises no diálogo entre Cuba e os Estados Unidos?

– Acho que são sim. Nossas relações com o Vaticano não estão determinadas pelas relações com os Estados Unidos.


A CIA voltará a espionar Cuba?


– Quais são os grupos de interesse estadunidenses mais comprometidos com a aproximação?

– Há muitos grupos interessados, todos querem chegar o antes possível, para não perder a sua fatia. Eles sabem que os espanhóis, os chineses, os russos, os mexicanos, os italianos, os japoneses e muitos outros países estão viajando à Cuba, e cada um deles controla um pedaço, em muitos casos de coisas que os norte-americanos queriam. Os agricultores estão fazendo muita força, também, os que trabalham com turismo, com petróleo, com o açúcar, os da indústria eletrônica e os do setor de entretenimento, especialmente os da música.

– A inteligência estadunidense apoia a reaproximação?

– O mais provável é que sim. Agora que abriram a embaixada em Havana, a inteligência vai ter uma estação da CIA e vai aumentar o seu trabalho com os planos de subversão política e ideológica em Cuba. É algo que haviam perdido em 1961, com o fechamento da embaixada. Agora eles poderão contatar diretamente os seus agentes e colaboradores, não como antes, quando o faziam por meio de outras embaixadas que colaboravam com eles. A CIA tem mais recordações da contrainteligência cubana, mas ainda assim vão insistir nesse trabalho.

– Os grupos vinculados ao complexo industrial militar apoiarão o fechamento de Guantánamo?

– Esses grupos do Complexo Militar Industrial desejam a guerra, isso é o que lhes permite ganhar dinheiro. O Pentágono tem dado declarações apontando que estão de acordo com fechar a prisão mas não em entregar a base, porque é vital para eles, em seu domínio do Caribe.


Frei Betto e a chegada dos comunistas


– Frei Betto disse, no dia em que o Papa chegou em Havana, que Cuba é um país especial. Três papas já visitaram a ilha em apenas 17 anos, apesar de sua pequena superfície e de que somente 30% da população é católica. Mas apesar da sua grandeza política, a ilha deve se preparar para um ataque cultural agressivo direcionado aos jovens. É possível frear essa estratégia de sedução consumista sobre os adolescentes que não vivenciaram a Revolução?

– Esse é um problema sério no qual estamos trabalhando. É necessário que a produção de Cuba aumente e as possibilidades internas para os jovens e também para os mais velhos sejam maiores, o que poderia conter um pouco essa onda de consumo. Porém, lembre-se que Lenin disse: “o homem pensa como vive” e se a revolução pode melhorar as condições de vida da população, também melhorará a forma de pensar da mesma.


Miami e as “narco invasões”


– Nos próximos dias, uma missão negociadora dos Estados Unidos aterrizará em Havana. Quais serão os apontamentos cubanos?

– Esta é uma pergunta múltipla. A Secretaria de Comércio seguramente virá para tentar fazer com que Cuba compre mais alimentos dos Estados Unidos, o que é possível por uma licença dada por Clinton, que nos permite comprar até 800 milhões de dólares anuais – atualmente, compramos pouco menos de 400 milhões. Para o reinício dos voos regulares, se está negociando agora uma abertura somente para os voos charter. A ideia é que a linha aérea Cubana de Aviación voe aos Estados Unidos, para que nós também possamos receber os benefícios econômicos desses voos. É preciso ver como fica isso, devido ao bloqueio. Além disso, os investimentos podem começar a vir amanhã de manhã, já que a lei cubana assim o permite – a que não permite é a lei do bloqueio. As remessas de dinheiro também, não há nada em Cuba contra essa possibilidade. Claro que nós, como qualquer país, temos impostos ao dinheiro que entra, e também vamos ser cuidadosos em verificar a origem desse dinheiro, que não provenha das drogas e outros negócios ilícitos, como os que movimentam milhões em Miami.


Eleições nos Estados Unidos em 2016


– Como o tema de Cuba impactará na campanha eleitoral norte-americana?

– Não acho que seja um tema de impacto nacional na campanha eleitoral. Existem outros problemas mais importantes para o estadunidense que o que acontece com Cuba. Claro que na Flórida e em Nova Jersey os candidatos falam de Cuba, mas em outros estados isso é pouco provável. Em cada estado, o discurso do candidato é diferente, segundo o que interessa nesse estado.

– Uma vitória de Bush poderia anular todos os avanços?

– Não creio, já são muitos os interesses. Esse argumento se baseia apenas nas reações de algumas pessoas na Flórida, que precisam desse tipo de rumor, porque não estão gostando de muitas das coisas que acontecem. Os negócios com Cuba estão começando agora, e vão crescer, e quando isso acontecer, nem Bush nem nenhum outro poderá se opor. Lembremos que ele seria somente o presidente, como Obama agora. Ele terá que fazer o que os grandes interesses lhe ordenem, e esses interesses querem tirar o maior proveito possível das relações com Cuba, incluindo acabar com a Revolução Cubana.


Guerra Fria e Kissinger


– Em que época você trabalhou no escritório de interesses cubanos nos Estados Unidos e o que poderia contar sobre esse momento da relação bilateral?

– Fui conselheiro da Missão de Cuba nas Nações Unidas de 1974 a 1988 (14 anos). Durante esse tempo participei das conversas secretas entre Cuba e Estados Unidos, promovidas por Henry Kissinger, durante o governo de Ford – o relato completo desses encontros está no meu livro “Diplomacia sem sombra”. A relação bilateral durante todos esses anos foi inexistente: o governo da vez sempre se mostrava hostil com Cuba, e tratava por todos os meios de incrementar todas as medidas que pudessem prejudicas os nossos interesses financeiros, comerciais, econômicos e políticos. Eu participei dos acordos entre os dois países para a abertura dos escritórios de interesses, a partir de 1977.

– Você negociou secretamente com Kissinger uma espécie de descongelamento. Porém, em 1976, surgiu o rumor de que os Estados Unidos atacariam Cuba – segundo livro de Peter Kornbluh. Imagina que o ex-secretário de Estado, um realista clássico, aprova a aproximação atual entre Havana e Washington?

– Eu acho que ele está de acordo, devido aos benefícios econômicos e políticos que isso oferece aos Estados Unidos. As conversas em 1976 foram suspendidas devido à presença de tropas cubanas em Angola. Agora, nós estamos em Angola, mas eles também, e tudo vai muito bem.

Tradução: Victor Farinelli

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Na ONU, Raúl Castro denuncia clima golpista na América Latina

Presidente cubano defendeu avanços sociais no Brasil e atacou os golpes brancos engendrados no continente contra governos de esquerda.


reprodução

O presidente de Cuba, Raúl Castro denunciou na Assembleia da ONU o clima de desestabilização contra governos democráticos da América Latina.

Ele usou seu discurso para defender o governo da Venezuela das iniciativas desestabilizadoras de alguns setores, e também o governo do Equador, nação que vem sendo “alvo do mesmo roteiro” opositor. Por outro lado, também usou seu palanque para celebrar as conquistas sociais alcançadas pela presidenta brasileira Dilma Rousseff e expressou seu apoio à demanda dos países caribenhos por uma reparação pelos anos de escravidão que parte de sua população sofreu.

Raúl exigiu da comunidade internacional que busque na pobreza e na desigualdade a origem dos conflitos gerados pelo colonialismo e pelo assalto aos recursos das populações nativas, pelo imperialismo e pela divisão das esferas de influência. Em seu primeiro discurso numa Assembleia das Nações Unidas (ONU), Castro – que não se esqueceu da luta dos argentinos para recuperar a soberania das Ilhas Malvinas –, lembrou que a primeira meta traçada pela organização era a de preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra e edificar uma nova forma na qual os países pudessem se relacionar, favorecendo a paz e o desenvolvimento. Porém, muito pelo contrário, o resultado foi que os conflitos se multiplicaram. “Desde então, passaram a ser constantes as guerras de agressão, a intervenção em assuntos internos dos Estados, a derrubada de governos soberanos através da força ou dos denominados ‘golpes suaves’”, afirmou Castro, insistindo em que a militarização do ciberespaço e o uso das tecnologias da informação e das comunicações para agredir a outros Estados de forma disfarçada e ilegal são inaceitáveis.

O mandatário cubano lamentou que o compromisso inicial da ONU, de promover o progresso social e elevar o nível de vida dos povos de todos os países, continue sendo uma quimera, e contrapôs a situação das 795 milhões de pessoas que sofrem com a fome no mundo com as cifras dos gastos realizados na área militar, que alcançam 1,7 milhão de dólares. Após reivindicar a conformação da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) e a declaração da América Latina como zona de paz, o líder cubano enumerou uma lista de gestos de solidariedade do seu país para com as nações da região.

Castro não perdeu a chance de usar suas palavras para criticar a União Europeia, cujas políticas são responsáveis, segundo ele, pelas ondas migratórias provocadas nas últimas semanas, com refugiados que se deslocam em massa desde países do Oriente Médio e do norte da África. “A União Europeia deve assumir de forma plena e imediata as suas responsabilidades para com a crise humanitária que ajudou a gerar”, sentenciou.

Ao mesmo tempo, condenou as distorções a respeito da promoção e proteção aos direitos humanos para validar e impor decisões políticas. E se colocou ao lado da Rússia, país com o qual os Estados Unidos mantêm diferenças claras sobre como solucionar a crise na Síria e a ocupação de territórios na Ucrânia. Reclamou inclusive que Porto Rico, nação associada aos Estados Unidos, “possa ser livre e independente, depois de mais de um século submetida à dominação colonial”. Castro valorizou o acordo nuclear entre os países do ocidente com o Irã, condenou o militarismo, a pobreza e o consumismo, e opinou que os países têm diferentes responsabilidades em relação às mudanças climáticas – tema que com o qual o seu irmão Fidel já se preocupava em 2000, segundo ele mesmo recordou ontem.

Na primeira visita do presidente de Cuba aos Estados Unidos em mais de 50 anos, ele se reuniu em Nova York com o ex-presidente estadunidense Bill Clinton e com o governador e o prefeito novaiorquinos, Andrew Cuomo e Bill de Blasio. Depois, teve um encontro com um grupo de empresários e executivos locais encabeçado pelo presidente e pela vice-presidenta da Câmara de Comércio dos Estados Unidos, Tom Donohue e Jodi Bond.

O líder cubano agradeceu o apoio quase unânime recebido por parte da comunidade internacional em favor do fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos sobre Cuba há mais de meio século, e antecipou que a ilha seguirá apresentando o projeto na ONU até conseguir uma vitória e anular a medida. Nesse sentido, Castro insistiu que não haverá relações normais com os Estados Unidos até que se termine o bloqueio, se devolva o território ocupado pela Base Naval de Guantánamo, que se interrompam as transmissões ilegais de rádio e televisão desde Miami, os planos desestabilizadores e se compense a ilha pelos danos humanos e econômicos que ainda sofre. Visando a reunião de hoje, com Obama, somente a posição sobre o embargo parece ter um ponto em comum.

As palavras do chefe de Estado cubano provocaram muitos aplausos do plenário de presidentes, e Raúl Castro foi incisivo, embora menos que Fidel. Em apenas 15 minutos, seu discurso esteve longe do tempo normalmente utilizado por seu irmão em sua primeira intervenção na Assembleia Geral da ONU em 1960 – que marcou um recorde, ao falar por 269 minutos, com uma mensagem de crítica contundente contra os Estados Unidos –, e apontou seus questionamentos às políticas imperialistas, sem mencionar diretamente nem os Estados Unidos nem o presidente norte-americano Barack Obama.

Entretanto, o mandatário cubano aproveitou sua primeira aparição diante da Assembleia para analisar os contrapontos que mantêm com os Estados Unidos, apesar da aproximação diplomática. Agora o contexto é outro, devido ao processo de descongelamento das relações, embora as diferenças ideológicas continuem. Castro as expôs com claridade, num ato que demonstra o regresso da ilha ao cenário maior da política mundial.

Tradução: Victor Farinelli

Encontro entre presidentes Raùl e Obama na #ONU

Raúl Castro pede fim do Bloqueio contra Cuba na assembleia da ONU

Presidente cubano fala pela primeira vez na Assembleia Geral da ONU.
Ele comentou sobre situação de diversos países e apoiou Dilma.

O presidente de Cuba Raúl Castro fez nesta segunda-feira (28) seu primeiro discurso na Assembleia Geral da ONU, um discurso breve (menos de 20 minutos), mas ainda assim histórico.

O mandatário cubano pediu o fim do bloqueio contra a ilha e “alfinetou” os americanos na questão de Porto Rico, pedindo sua independência do que chamou de dominação colonial.

Em julho, EUA e Cuba retomaram suas relações diplomáticas e abriram embaixadas nos respectivos territórios. No entanto, o Bloqueio econômico ainda vigora e seu fim depende da aprovação do Congresso dos EUA. Nesta segunda mais cedo, o presidente americano Barack Obama também defendeu o levantamento do bloqueio.

“Depois de 56 anos, as relações diplomáticas foram restabelecidas entre Cuba e os EUA”, diss Raúl Castro. “Agora se dá início a um longo e complexo processo até à normalização das relações. Isso será alcançado quando se coloque fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro; se devolva à Cuba o território ocupado ilegalmente na base naval de Guantánamo; se acabe com as transmissões de rádio e televisão e o programa de subversão e desestabilização contra a ilha; e se compense nosso povo pelos danos humanos e econômicos que ainda sofre”.

Raúl Castro também lembrou que 188 países apoiaram o fim do embargo diante da ONU. “Continuaremos apresentando o projeto de resolução: “Necessidade de romper o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba”

Ttambém citou a presidente Dilma: “Reiteramos nosso apoio solidário à presidenta Dilma Rousseff e ao povo do Brasil na defesa de suas importantes conquistas sociais e da estabilidade do país”.

O presidente de Cuba Raul Castro fala na assembleia geral da ONU (Foto: Reprodução/ONU)
O presidente de Cuba Raul Castro fala na assembleia geral da ONU (Foto: Reprodução/ONU)

Sobre a crise migratória internacional, o presidente cubano disse que a Europa tem responsabilidade e precisa assumi-la: “A União Europeia deve assumir de maneira plena e imediata suas responsabilidades pela crise humanitária que ajudou a gerar.”

Para Raúl Castro, o povo sírio “é capaz de resolver por si mesmo” os seus problemas e criticou as “intervenções externas” no país. “Renovamos nossa confiança em que o povo sírio é capaz de resolver por si mesmo suas diferenças”, disse.

Ao encerrar o seu discurso, Raúl citou o irmão Fidel Castro, ex-dirigente da ilha, que disse que se deve combater a fome, as doenças, a pobreza e a destruição dos meios naturais com urgência antes que seja muito tarde.

Com informacão dos meios da imprensa brasileira.

Raúl: La comunidad internacional podrá contar siempre con la sincera voz de Cuba

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Foto: Estudios Revolución

NUEVA YORK.—El Presidente Raúl Castro Ruz intervino en la tarde de este lunes en el debate de la Asamblea General de las Naciones Unidas con un contundente discurso que fijó las posiciones de Cuba respecto a varios asuntos de la agenda mundial.

Enfatizó que la comunidad internacional podrá contar siempre con la sincera voz de Cuba frente a la injusticia, la desigualdad, el subdesarrollo, la discriminación y la manipulación, por el establecimiento de un orden internacional más justo y equitativo, en cuyo centro se ubique el ser humano, su dignidad y bienestar.

Este discurso, largamente aplaudido, fue la primera ocasión en que el mandatario intervenía en un evento de este tipo, durante el cual varios oradores mostraron ante el plenario la satisfacción por el restablecimiento de relaciones entre Cuba y Estados Unidos y volvieron a condenar el bloqueo norteamericano a la Isla.

Foto: Estudios Revolución

SE REUNIÓ RAÚL CON PUTIN Y HOLLANDE

En el marco del 70 periodo de sesiones de la Asamblea General de la ONU, el Presidente cubano también se reunió con su homólogo ruso Vladimir Putin, un encuentro en que ambos dialogaron sobre los históricos vínculos que existen entre los dos países.

En sus primeras palabras el Presidente ruso se alegró por la posibilidad de ver a Raúl, mandó saludos al Comandante en Jefe Fidel Castro Ruz y tuvo para él deseos de buena salud.

Consideró que las relaciones están en un buen nivel de desarrollo, “lo cual nos agrada mucho”. Aseguró que se pueden lograr resultados importantes, sobre todo en sectores como el energético, la construcción de maquinarias y la exploración espacial.

Foto: Estudios Revolución

Recordó Putin que próximamente se celebrará una nueva sesión de la Comisión Inter­gubernamental cubano–rusa, para la colaboración económica, comercial, científica y técnica.

Raúl felicitó al mandatario por sus palabras ante la Asamblea General de las Naciones Unidas. Comentó que había escuchado además la intervención de los presidentes Barack Obama y Xi Jinping, “discursos que evidencian grandes contrastes”, consideró.

El General de Ejército dijo igualmente que se alegraba del encuentro, que las relaciones marchan bien y seguirán fortaleciéndose.

Foto: Estudios Revolución

Minutos antes de su intervención en el debate general, el Presidente cubano se entrevistó tam­bién con el mandatario francés François Hollan­de. Intercambiaron sobre las relaciones entre Fran­cia y Cuba, la repercusión de la visita de Hollande a La Habana en mayo último, el pro­ceso de restablecimiento de relaciones con Estados Unidos y la celebración próximamente en París de la Conferencia de las Naciones Unidas sobre Cambio Climático, más conocida como COP 21.

Entrada la noche, Raúl saludó a Barack Obama y a su esposa Michelle Obama durante la recepción que el Presidente estadounidense ofreció a los jefes de Estado y de Gobierno que participan en los eventos convocados por la ONU. El General de Ejército solo estuvo unos momentos allí pues en su agenda de trabajo todavía le quedaban otras actividades pendiente

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