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Com filmes inéditos, Biff mira o público cinéfilo da cidade.

Entre mostra competitiva e segmentos paralelos, quarta edição do festival começou nesta sexta (6/11), com sessão para convidados, e segue até 15/11
Apesar de abrigar anualmente o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o mais antigo do país, Brasília ainda caminha a passos mais lentos que as principais capitais cinéfilas. Basta checar o nosso circuito de filmes de arte, nem sempre alinhado com a agenda semanal de estreias em outras cidades. Cariocas e paulistas, por exemplo, desfrutam do Festival do Rio e da Mostra São Paulo, dois imensos painéis anuais de títulos contemporâneos. Em Belo Horizonte, o Indie Festival também se estabelece como um panorama vigoroso.
Na capital federal, o Biff, Festival Internacional de Cinema de Brasília, tenta suprir a carência dos cinéfilos candangos após o fim do Festival Internacional de Cinema (FIC), que era organizado no Cine Academia desde 1999. O espaço foi fechado em maio de 2010, após um incêndio.

A partir desta sexta (6/11), o Biff volta a acontecer em duas salas do Cine Cultura e no Cine Brasília. Nesta quarta edição, 16 produções inéditas compõem a mostra competitiva, dividida em documentário e ficção. Detalhe: os vencedores serão escolhidos por voto popular.

Foco latino-americano
Filmes de nacionalidades diversas integram a mostra competitiva, com predominância de países europeus e latino-americanos. “O momento está propício para fazer filmes na América Latina. ‘Sete Caixas’, por exemplo, venceu o festival em 2013, mostrando que o Paraguai sabe fazer cinema. Depois, foi lançado comercialmente no Brasil”, diz Anna Karina de Carvalho, diretora de programação.

O documentário “Crônicas da Demolição”, de Eduardo Ades, é o único título nacional incluído na seleção oficial, sob curadoria de Anna Karina, Nilson Rodrigues, diretor do festival, Erika Bauer, professora da UnB, e Lorena Quintas, jornalista e produtora.

O foco no continente também se revela por meio da atração de abertura (6/11), somente para convidados: “O Clã”, de Pablo Trapero, maior sucesso do cinema argentino. “Vai entrar em cartaz em breve no país”, adianta Anna. “O longa reforça essa intimidade fora do comum que os argentinos têm com o cinema, fazendo produções médias e independentes. Remete a ‘O Poderoso Chefão’”, compara.

A BELA DE ALHAMBRA

A BELA DE ALHAMBRA JULIO GARCÍA ESPINOSA, ENRIQUE PINEDA BARNET, MIGUEL BARNET FICÇÃO, MUSICAL, DIGITAL, 108MIN, CUBA
Mostras paralelas trazem novidades e homenagens
Os segmentos paralelos contemplam mostra dedicada ao argentino Luis Puenzo (com palestra do diretor, no dia 14/11), personagem homenageado nesta edição, a seção “Cuba – Cinema e Revolução” e a animação russa “Kikoriki – A Turma Invencível”, única atração com sessão gratuita e voltada para o público infantil.

Assinado por Puenzo e primeiro filme latino-americano a vencer o Oscar de melhor produção estrangeira, “A História Oficial” (1985) encerra a mostra no dia 14/11, em sessão para convidados no Cine Brasília.

Duas pré-estreias concorridas também devem atrair os cinéfilos. Dirigido pelo francês Jacques Audiard, “Dheepan – O Refúgio” ganhou a Palma de Ouro em Cannes. “Sabor da Vida”, da japonesa Naomi Kawase, acaba de vencer o prêmio do público de melhor filme na 39ª Mostra São Paulo após passar pelo festival francês, dentro da mostra Um Certo Olhar.

_Fonte: http://www.metropoles.com

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