Arquivos do Blog

Na ONU EUA e Israel ficaron sozinhos, o mundo apoia a Cuba

Featured image

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) voltou hoje (27) a pedir, quase por unanimidade, o levantamento do bloqueio norte-americano contra Cuba, imposto há mais de meio século, quase quatro meses após o restabelecimento das relações diplomáticas entre Washington e Havana.

A resolução teve voto favorável de 191 dos 193 Estados-Membros que compõem o órgão plenário das Nações Unidas.

Sò os Estados Unidos, ao lado de Israel, votaram contra esta resolução não vinculativa, que foi adotada pela primeira vez em 1992 e sujeita a votações anuais desde então. Não foram registadas abstenções.

O texto preparado pelas autoridades de Havana saúda “o restabelecimento das relações diplomáticas entre os governos de Cuba e dos Estados Unidos da América” e reconhece “a vontade” expressa por Barack Obama “de trabalhar para a eliminação do bloqueio econômico, comercial e financeiro”.

Na apresentação da resolução, o chefe da diplomacia cubana, Bruno Rodriguez, sublinhou que, apesar dos avanços na relação bilateral, não tinha existido “qualquer modificação tangível” na “prática do bloqueio”.

“Não devemos confundir a realidade com desejos e expressões de boa vontade. Em assuntos como este, só se pode avaliar a partir de fatos. E os fatos mostram claramente que o bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba está em plena e total aplicação”, reforçou Rodriguez.

O bloqueio a Cuba foi imposto pelos Estados Unidos em 1962, depois do fracasso da invasão da ilha para tentar derrubar o regime de Fidel Castro em 1961, que ficou conhecida como o episódio da Baíha dos Porcos.

 Com informação da Agência Lusa

Anúncios

27/10 Votaçao na ONU “O mundo contra o bloqueio a Cuba”

Featured image

EUA reforçou bloqueio econômico contra Cuba em 2015

 

O governo dos Estados Unidos reforçou em 2015 o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba, uma política que contribuiu para a deterioração da economia da ilha e incrementou as carências da população.

 

Outdoor em Havana contra bloqueio americanoOutdoor em Havana contra bloqueio americano

Os efeitos disso chegaram a entidades cubanas e a terceiros, exemplo disso foi a empresa norte-americana Gene Tech Scientific que negou a venda de cromatógrafos de Gás Agilente 5975C, utilizados para investigações e diagnósticos nas áreas bioquímica, farmacêutica e médica, alegando a proibição de vendas ordenada pelo Departamento de Estado.

Esta resposta foi dada dias depois do anúncio em 17 de dezembro da decisão de restabelecer as relações entre Cuba e Estados Unidos, segundo afirma um projeto de resolução intitulado “Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba”, que será apresentado nas Nações Unidas.

Em 12 de março de 2015, o banco alemão Commerzbank lembrou com os Departamentos de Tesouro e Justiça, a Reserva Federal, o Departamento de Serviços Financeiros de Nova York, o Escritório do Promotor do Distrito Sul de Nova York e o Escritório do Promotor do Distrito de Manhattan, o pagamento de uma multa milionária.

Tal medida foi tomada – segundo as autoridades americanas – por violações das sanções contra Irã, Sudão, Myanmar e Cuba.

Segundo o relatório do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiro, entre setembro de 2005 e dezembro de 2007, Commerzbank processou 56 transações relacionadas com Cuba, no valor de US$ 2,3 milhões.

Em 1º de junho de 2015, a companhia estadunidense Sigma-Aldrich, uma das líderes mundiais em produção química e bioquímica, negou-se a fornecer à empresa cubana Quimimpex, produtos químicos indispensáveis para o desenvolvimento da indústria química cubana.

Sigma-Aldrich alegou que não pode proporcionar nem os produtos, nem os serviços, nem a informação técnica, já que Cuba é um país sancionado, ao que não lhe pode exportar, reexportar, vender ou fornecer bens, tecnologias ou serviços direta ou indiretamente dos Estados Unidos ou por qualquer pessoa desse país, independentemente de sua localização.

Em 2 de junho de 2015, a empresa estadunidense Columbia Boiler Company, LLC, especializada na fabricação de contêineres pressurizados, negou-se a fornecer à empresa cubana Quimimpex os cilindros necessários para envasar o cloro que se emprega para tornar potável a água do sistema de aquedutos.

A entidade alegou que não lhes permitia enviar produtos a Cuba. No passado 5 de setembro de 2014, três meses antes do histórico anúncio de 17 de dezembro, o presidente estadunidense, Barack Obama, renovou as sanções contra Cuba.

Tal ação realizou-se sob a Lei de Comércio com o Inimigo de 1917, peça fundacional das leis e regulações que compõem ao bloqueio contra ilha, alegando interesses de política exterior.

O bloqueio continua sendo uma política absurda e moralmente insustentável, que como reconhece o presidente dos Estados Unidos, não serviu ao propósito de dobrar a decisão do povo cubano de eleger seu sistema político e controlar seu futuro.

Fonte: Prensa Latina

Cuba: End The Blockade Immediately! Fim do BLOQUEIO Ja!

bloqueo-cuba-tiosam-foto-radirelojA Resolution on “ending the economic, commercial and financial blockade imposed by the United States of America against Cuba” will once again be presented to the United Nations General Assembly (UNGA) on 27 October 2015.

There is a special significance about bringing the Resolution, overwhelmingly endorsed by the UNGA for 23 consecutive years, to the attention of the world body this time. It is happening after the US restored diplomatic relations with Cuba on 17 December 2014.

The announcement on the restoration of diplomatic relations was followed by the return of three Cuban anti-terrorist fighters who had been unjustly imprisoned in the US for years. President Barack Obama also informed the US Congress that he was removing Cuba from the list of States “sponsoring international terrorism” — a list which should never have included Cuba in the first instance since Cuba had been a victim of US engineered terrorism for decades, dramatized by the bombing of one of its civilian aircraft in 1976 that killed a large number of schoolchildren. Obama has also urged the Congress to put an end to the US blockade against Cuba.

Some restrictions pertaining to travel to Cuba, telecommunications and remittances have been relaxed. But the blockade remains.

Any entity that engages in any financial, commercial or other economic activities with Cuba continues to be penalized. A huge fine for instance was imposed upon a German bank in March 2015 just as an American company was subjected to a severe penalty for allegedly violating the blockade. In the last eight years or so, 42 fines have been imposed upon US and foreign entities amounting to more than 13 billion US dollars.

The US blockade, needless to say, impacts adversely upon every sector of Cuban society, from food and health care to education and sports. If Cuba could buy goods and products from the US market — rather than from some faraway country — it could have saved billions and billions of dollars. In fact, it has been calculated that the 54 year old blockade has cost the Cuban economy more than 1.1 trillion dollars. This money could have been used to raise the standard of living of the Cuban people.

It is because the blockade continues to impede Cuban development that many governments and civil society organizations in various parts of the world have called for its elimination since it was first introduced in 1961. The calls have become louder and louder over the decades. Last year when the UNGA voted on the Resolution to end the blockade, 188 member states supported the Resolution while only two opposed it and three abstained. The two opposing votes came from the US and Israel and the three states that abstained were Micronesia, Marshall Islands and Palau.

Since Obama restored diplomatic relations with Cuba, many US civic leaders, Church figures and former public officials have openly demanded that the unjust, inhuman, immoral blockade be terminated immediately. Even current leaders have spoken up. In early October 2015, nine US State Governors sent a letter to the leadership of the US Senate and House of Representatives urging an end to the blockade and emphasizing the benefits of such a move to US’s agricultural industries. More significantly, a Pew Research Center poll conducted in July 2015 showed that 72% of the US population wants an end to the blockade, up from 66% in January 2015.

The only remaining major obstacle now is the US Congress. Both the House of Representatives and the Senate are controlled by the Republicans and Republicans as a whole (there are a number of exceptions) are ideologically more averse to a socialist state like Cuba than the Democrats. Besides, there is a small but influential Cuban-American caucus in both the House of Representatives and Senate that is as antagonistic as ever to the Castro government in Havana. Both the outgoing House Speaker, John Boehner, and the Senate Majority Leader, Mitch McConnell, are against normalization of ties with Cuba.

This is why after the October 27 vote in the UN General Assembly — expected to be almost unanimous in favor of the lifting of the blockade — a multi-national panel comprising representatives of governments that would have endorsed the Cuban position should seek a formal meeting with the House Speaker and the Senate Majority Leader to convey to them the feelings of the people of the world about the decades old suffocating embargo against a small nation of eleven million whose only wish is to preserve its independence, its sovereignty and its dignity. The leaders and members of the US Congress should be told in no uncertain terms that they cannot continue to ignore the voice of the international community, and indeed, the voice of their own people. If they fail to end the blockade now, if they fail to act out of a sense of justice and fairness, they will be damned forever and consigned to the rubbish heap of history.

BY Dr. Chandra Muzaffar is President of the International Movement for a Just World (JUST)

(Global Research)

%d blogueiros gostam disto: