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Rússia reforça defesa nuclear e antimíssil frente aos EUA

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Imagen activaPor: Prensa Latina

O presidente Vladimir Putin assegurou que diante das atuais ameaças dos Estados Unidos, Rússia avança hoje no fortalecimento de seu potencial nuclear e no desenvolvimento de sistemas de ataque capazes de superar qualquer defesa antimísseis.

Ao intervir a véspera na continuação de uma tradicional série de reuniões sobre assuntos da defesa, iniciada na segunda-feira última, o mandatário advertiu que a estabilidade global está ameaçada pelo avanço do sistema de defesa antimísseis (DAM) de Washington na Europa.

Em resposta, as empresas militares russas criaram e ensaiaram com êxito os armamentos capazes de superar ao DAM norte-americano, sublinhou.

Realçou o estadista que no último trimestre a indústria militar do Kremlin desenvolveu e provou com sucesso uma série de sistemas de armas para o que denominou “o Exército do futuro”.

Esclareceu que esta tecnologia de combate pode cumprir qualquer missão ante adversários que possuam complexos armados escalonados.

Informou o mandatário que em 2015 as tropas russas já começaram a receber esta técnica avançada.

Durante o encontro com os mais altos cargos das posições de Defesa, Putin propôs analisar como melhorar as características técnicas deste equipamento de ponta.

Ao ampliar sobre reptos e ameaças, o líder russo recordou que Washington e seus aliados seguem despregando o DAM sem fazer caso “a nossas preocupações e propostas de colaboração”.

Opinou que ações deste tipo têm como objetivo socavar a paridade na esfera dos mísseis e as armas nucleares, “isto é, desequilibrar todo o sistema da estabilidade global e regional”.

Qualificou de “desculpas para os planos verdadeiros dos Estados Unidos” supostas ameaças nucleares de Irã e Coreia do Norte.

Seu objetivo real é neutralizar o potencial estratégico nuclear, em primeiro lugar da Rússia e outros estados, exceto Estados Unidos e seus aliados, para obter deste modo a superioridade militar, enfatizou.

A televisão transmitiu fragmentos com imagens e sons destas reuniões na segunda-feira e na terça-feira, em que segundo Putin se revisam os progressos no fortalecimento da segurança nacional.

Em declarações aos jornalistas, o assessor de imprensa presidencial, Dmitri Peskov, recordou que por indicações de Putin o complexo militar industrial da Rússia elege as opções de armamentos mais baratos, mas não menos eficazes que as de Washington.

lam/jpm/cc

Democratização das comunicações: fronteira tecnológica e soberania

A sociedade brasileira deve se engajar para que o Brasil siga com papel de destaque nas discussões sobre questões como governança na internet
por: Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais da Carta Capital
Internet

 

A área das comunicações, envolvendo desenvolvimento tecnológico, ampliação de infraestrutura, produção de conhecimento, política de meios e acesso à informação, é estratégica para todo país que se quer desenvolvido, democrático e capaz de ter política de inserção internacional soberana.

Os esforços para ir além de um forte mercado consumidor (o Brasil, por exemplo, é o 5º maior mercado em telefonia móvel), e de se consolidar também como país produtor tecnocientífico, são essenciais para garantir posição de destaque em fronteira tecnológica. Afinal, não se trata mais apenas de garantir que as pessoas se comuniquem. A nova era de salto tecnológico, sobretudo com a internet, tem revolucionado aspectos comportamentais do dia a dia e o modo de produção, com fenômenos como as “cidades digitais”, “comunicação máquina a máquina” e a chamada “internet das coisas”. País e população que não acompanham esses temas estarão fadados a décadas de atraso.

O Brasil tem buscado aprofundar a atuação em foros internacionais, como o sistema ONU, o sistema interamericano, abrir canais de cooperação e atuação na América do Sul e América Latina (Mercosul, Unasul e Celac), fortalecer cooperação com países da União Europeia e com os EUA, assim como estreitar relações com países do BRICS, com as nações da Ásia e África.

Mas chama a atenção o fato de não haver até recentemente, em alto nível de ministros, reuniões específicas periódicas sobre a temática das comunicações em tagrupamentos regionais (como Mercosul e Unasul) e extrarregionais, como no caso do BRICS. No Mercosul, há apenas um subgrupo técnico. A região não conta com um foro de mais alto nível político para tratar questões tão estratégicas e sensíveis como governança e infraestrutura da internet, trocar informações sobre marcos regulatórios e garantia de liberdade de expressão. Só recentemente foi possível estreitar canal de contato com a Unasul.

Novidade importante pela escala econômica e pelo grau de desenvolvimento técnico-científico de seus membros, foi há pouco constituída oficialmente Reunião de Ministros de Comunicações dos BRICS (primeiro encontro ocorreu nos últimos dias 22 e 23/10, em Moscou).

Como agendas principais, os BRICS buscarão cooperar e intensificar investimentos, inclusive por meio do novo Banco dos BRICS, em TICs, infraestrutura e ampliação do acesso à internet. Para além das vantagens que o novo foro traz, em termos de diversificação de parceiros, há também o desafio de se debaterem temas que envolvam a governança da e a liberdade na internet, por exemplo.

A diversificação da agenda bilateral com países estratégicos tem sido igualmente prioritária. Temos tido acordos e diálogo de alto nível com África do Sul, Alemanha, Federação Russa, França, Japão, República da Coreia e República Popular da China. O Brasil também tem reforçado agenda com os EUA, como no caso do Grupo de Trabalho sobre Internet e Informação, Comunicação e Tecnologia (Brasília, 27 e 28/10). Isso demonstra claramente que o engajamento do País com potências emergentes (como o caso dos BRICS) não se dá em detrimento de relações com os países desenvolvidos (EUA, UE e Japão), mas em quadro de atuação simultânea em diversos tabuleiros do cenário internacional, em quadro das chamadas geometrias variáveis.

Tem sido também retomada a agenda de cooperação em TV Digital (sistema Nipo-Brasileiro) na região sul-americana, na América Latina e África, e fortalecido o diálogo de alto nível com o Japão. Há especial interesse na repactuação do acordo de cooperação Brasil-Japão, com destaque para os temas de TICs, desenvolvimento de tecnologia 5G e em semicondutores, e o “middleware” brasileiro (Ginga C) em TVDigital, importante meio para garantir maior grau de interatividade.

O que está em jogo é sermos capazes de garantir sistema homogêneo em toda a região sul-americana, para propiciar produção de conteúdo local, o que poderá resultar em ganho de escala e democratização de produção cultural, respeitando especificidades locais.

Há especial interesse em manter fortalecida a agenda da Governança na Internet. Lembremos que o Brasil, em conjunto com outros países, organismos internacionais e sociedade civil, destacou-se na realização do NETMundial, evento multissetorial, em abril de 2014, para ampliar a discussão sobre o assunto. Governo e sociedade brasileiros têm interesse em fortalecer o pleito pela democratização da Internet, com pleno respeito aos direitos humanos, e mantendo sua natureza intergovernamental e intersetorial.

Há igualmente interesse em democratização de centros raiz, com as vantagens advindas de desenvolvimento tecnológico e de produção de conhecimento científico que resultam da ampliação desses centros. O País é referência mundial, também, pela sua política nacional de governança por meio do Comitê Gestor da Internet (CGIbr), congregando, de forma multissetorial, sociedade civil, meio acadêmico, setor privado e governo.

Merece destaque: o Brasil sedia, em João Pessoa, o X Fórum de Governança da Internet-IGF, entre os próximos dias 9 e 13 de novembro. Trata-se de importante caixa de ressonância do debate sobre internet na ONU, com plena participação multissetorial, cujo fortalecimento e manutenção o Brasil tem defendido.

É conhecida a posição de muitos países em desenvolvimento contrários a um foro da ONU capaz de debater e influir sobre a governança mundial da Internet. Ao mesmo tempo, há o desafio de imprimir transição do atual sistema “privado” gerido pela ICANN (“Internet Corporation for Assigned Names and Numbers” – empresa dos EUA que rege a internet no mundo, mas sujeita à jurisdição do Estado da Califórnia).

Novidade da ação internacional, foi introduzida a agenda do Papel Social das Comunicações e do Fortalecimento da Liberdade de Expressão, com interlocução com a ONU e o sistema interamericano, meio acadêmico e sociedade civil brasileiros e internacionais. O tema está incluído oficialmente na agenda da ONU, como Seminário Internacional no Dia Zero do IGF (09/11). A temática também está na pauta de cooperação com a União Europeia, como item dos diálogos setoriais, e integra projeto de análise comparativa sobre marcos legais em países do bloco, de forma a enriquecer debate amplo e democrático no Brasil.

Iniciativa conjunta entre o Ministério das Comunicações e o Ministério da Cultura, o Seminário sobre Liberdade de Expressão tem como proposta trazer ao debate interno no País o conhecimento e as experiências internacionais sobre o tema de marcos legais de comunicações e fortalecimento da liberdade de expressão.

Teremos presença de representação de alto nível do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, da Unesco, da Comissão Interamericana dos Direitos Humanos, de relatorias especiais sobre liberdade de expressão, direito à privacidade, direitos culturais, assim como representantes de países. O objetivo é enriquecer o debate interno sobre tema politicamente sensível, indo além de maniqueísmos e promover debate maduro sobre como avançar na garantia do direito à liberdade de expressão, com direito à informação e à comunicação.

O Brasil tem se engajado em negociações, cooperação e diálogo no cenário internacional sobre agenda das comunicações em áreas de fronteira tecnológica, comportamental e econômico-comercial. São temas centrais para o desenvolvimento, a soberania e a democracia no País. Para mantermos e reforçarmos nossas posições, são fundamentais a plena participação e o amplo debate na sociedade.

*Murilo Vieira Komniski é diplomata e integrante do Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais/GR-RI. Serviu na Missão junto à ONU em Genebra e na Embaixada em La Paz, Bolívia. Atuou no Departamento da África do Itamaraty, na Secretaria dos Direitos Humanos e Secretaria Geral da Presidência e no Ministério da Defesa. Atualmente é chefe da assessoria internacional do Ministério das Comunicações. O texto reflete apenas a visão pessoal do autor.

Dez anos depois da Alca: os novos desafios da América Latina

Há dez anos a América Latina vencia uma de suas maiores batalhas contra a dominação imperialista no continente ao derrubar a Alca (Área de Livre Comércio das Américas). O processo se deu com grandes mobilizações dos movimentos sociais e partidos de esquerda e foi consolidado durante a 4ª Cúpula das Américas, realizada entre os dias 4 e 5 de novembro de 2005 em Mar del Plata, na Argentina, quando os presidentes Lula, Hugo Chávez e Néstor Kirchner decretaram o fim da Alca.

Por Mariana Serafini

Hugo Chávez, Néstor Kirchner e Lula quando decretaram o fim da Alca, durante a Cúpula das Américas

Na época a América Latina dava os primeiros passos rumo à soberania do continente. O então presidente da Venezuela, Hugo Chávez, havia sido eleito quase dez anos antes, e inaugurou uma nova fase política que trouxe uma leva de governos progressistas, entre eles Lula e Néstor, além de Evo Morales na Bolívia, Rafael Correa no Equador e Daniel Ortega na Nicarágua.

O fim da Alca representou um novo período para o povo latino-americano. Mecanismos de integração política e social foram fortalecidos e criados, entre eles o Mercosul, que mais tarde foi expandido com o ingresso da Venezuela; a Alba (Aliança Bolivariana Para os Povos da Nossa América), a Unasul (União das Nações Sul Americanas) e a Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos).

Enquanto a Alca representava a consolidação dos poderes econômico dos grandes grupos multinacionais e a transformação do continente em um mercado sem regulações; a Alba vai na contramão da proposta norte-americana e fomenta a liberdade dos povos, a redistribuição de renda, a ampliação do acesso dos mais pobres, a redução das desigualdades e a mudança do modelo econômico produtivo a fim de promover a inclusão social dos “invisíveis” citados por Hugo Chávez.

A Alba, criada em 2004 com o impulso de Cuba e da Venezuela, abriu caminho para uma nova forma de intercâmbio regional cujo foco é a liberdade dos povos, a soberania e a igualdade. Durante este novo período a América Latina logrou feitos importantes, como a retirada de 70 milhões de pessoas da extrema pobreza, destas, mais da metade é composta por brasileiros.


Néstor Kirchner, Evo Morales, Lula e Chávez durante a Cúpula das Américas em 2008 | Foto: AP

Os governos progressistas de Lula, Evo, Néstor, Chávez, Correa e Ortega foram fundamentais para tirar o continente do rumo neoliberal que afundou a economia de muitos países durante os anos 1990, entre eles o Brasil e a Argentina.

Se Fernando Henrique no Brasil e Carlos Menem na Argentina privatizaram estatais e quebraram a economia de seus países, recorrendo diversas vezes aos empréstimos do FMI, Lula e Néstor saíram deste eixo, fortaleceram a soberania nacional e pagaram as dívidas externas. No país vizinho o governo conseguiu ainda renacionalizar empresas importantes como a YPF, de petróleo, e as Aerolineas Argentinas, entre outras.

A criação do Banco da Alba, em 2008, foi mais um passo importante para consolidar a soberania e a independência financeira dos países membros. Ações como esta permitiram que mais de dois milhões de latino-americanos e caribenhos hoje tenham acesso à saúde e educação públicas.
Os programas de alfabetização desenvolvidos no continente fizeram com que a Unesco declarasse Cuba, Venezuela, Bolívia e Nicarágua territórios livres do analfabetismo. Ao passo que o projeto educacional desenvolvido na ilha comunista, Yo Sí Puedo, já alfabetizou mais de 10 milhões de pessoas, um terço destas nos países latinos e caribenhos.

Desafios para continuar no rumo do desenvolvimento social

Passados dez anos, a postura dos países latinos frente à geopolítica mundial é outra, hoje com mais peso e importância. As relações comerciais com a China e países do Oriente Médio foram fortalecidas, ao passo que se reduziu a dependência econômica dos Estados Unidos e da União Europeia. Não à toa a crise econômica que atingiu os países do Norte em 2008 e hoje já traz efeitos desastrosos, chegou com menos intensidade no continente latino-americano.

No entanto, a contraofensiva da direita é constante e cada vez mais intensa. A Venezuela resiste a duras penas às tentativas de desestabilização promovidas pela elite local com apoio norte-americano. O interesse do mercado estrangeiro no petróleo do país é nítido, o mesmo acontece na Argentina, que sofre ainda com a questão dos fundos abutres, bravamente enfrentada pela presidenta Cristina Kirchner.


Dilma, Maduro e Cristina representam a continuidade dos governos progressistas | Foto: AFP

No Equador a tentativa de golpe foi aos “moldes dos anos 60”, quando em 2010 o presidente Rafael Correa sofreu um atentado seguido de tentativa de assassinato e sequestro. Recentemente a onda desestabilizadora atingiu também o Brasil e vem tentando derrubar o governo da presidenta Dilma Rousseff, desde que o povo brasileiro conquistou a quarta vitória popular nas urnas, em outubro do ano passado.

O desafio destes países é garantir a constitucionalidade governamental sem sair do rumo do desenvolvimento e da inclusão social. A “Pátria Grande” sonhada por Simón Bolívar é o norte dos países do Sul e a alavanca que fomenta a luta por soberania e independência iniciada em meados dos anos 1990 por Hugo Chávez. As ameaças golpistas e fortalecimento dos partidos da direita representam o retorno do neoliberalismo que deixou marcas profundas de atraso e retrocesso no continente.

Brasileiros são premiados em Fórum de Ciência e Inovação do Brics

A delegação brasileira que participou do I Fórum de Inovação Tecnológica da Juventude do BRICS e União Eurasiática fez bonito na Rússia. Os jovens cientistas e inovadores do país trouxeram para casa quatro prêmios. Primeiro colocado na categoria Tecnologia da Informação, Bruno Martin defende que inovar é fundamental para alavancar o desenvolvimento e permite “não só gerar divisas para a economia, mas também resolver problemas da sociedade”.

 

Delegação brasileira: Fernanda Luccas, Pedro Jatobá, Thomas de Toledo, Thiago Brito, Tamara Naiz, Marcela Tsuboy e Bruno MartinDelegação brasileira: Fernanda Luccas, Pedro Jatobá, Thomas de Toledo, Thiago Brito, Tamara Naiz, Marcela Tsuboy e Bruno Martin

Realizado entre 29 e 31 de outubro em Moscou, o Fórum reuniu delegações de diversos países, em atividades de formação e apresentação de trabalhos nas áreas de ciência e inovação. Além de Martin, outros três jovens tiveram seus trabalhos reconhecidos: Thiago Brito (segundo lugar na categoria Energia), Fernanda Luccas (segundo lugar na categoria Agricultura) e Pedro Jatobá (segundo lugar na categoria Tecnologia da Informação).

Martin foi premiado pelo projeto Mapas Culturais, um software livre utilizado para mapeamento colaborativo e gestão da cultura. O sistema é alimentado tanto pelo poder público, que insere na plataforma informações sobre os equipamentos culturais, programações oficiais e editais, quanto pela comunidade, que se cadastra como agente de cultura e pode divulgar suas próprias ações.

Formado em ciência da computação, Martin é um entusiasta do software livre. “Buscamos levar ao evento ferramentas livres, para tentar pautar lá o debate da importância do software livre na construção de um modelo comum de cooperação entre os países do bloco”, destacou.

Ele avalia que as ferramentas de código aberto têm um grande papel a cumprir no debate sobre a inovação que busca a transformação. “Ao mesmo tempo em que a inovação é pautada muito por um discurso de mercado, no sentido econômico, a gente acha que há muitas inovações sociais que também podemos fazer. Uma inovação com um aspecto importante de transformação social. E o Software Livre tem um papel grande nisso. Gera produtos e conhecimentos abertos, que resolvem problemas da sociedade e podem ser apropriados, não geram dependência”, disse.

De acordo com ele, a participação no Fórum possibilitou construir uma rede de contatos, compartilhar conhecimentos, trocar ideias e aprender sobre a realidade de outros países. “Pudemos apresentar o projeto, mostrar que ele pode ser utilizado em outros lugares. Para um bloco que se propõe a colaborar, construir uma identidade, uma cooperação econômica, a ciência e a inovação são essenciais”, analisou.

A plataforma Mapas Culturais, “criada a muitas mãos” em um projeto financiado pelo Instituto TIM, hoje é utilizada ou está em fase de implementação pela Prefeitura de São Paulo, pelos governos do Rio Grande do Sul, do Ceará, do Tocantins, do Distrito Federal e pelo Ministério da Cultura.

“O MinC usa o projeto para implementar o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais e também uma demanda antiga da comunidade cultural, que é o Cadastro Nacional de Pontos de Cultura. Hoje ele é feito na nossa ferramenta, exercitando esse modelo, que é característica do software livre, de colaboração com a comunidade. A partir do momento em que a comunidade começa a usar, contribui com o desenvolvimento da ferramenta. Com isso, ela vai ganhando mais valor, agregando funcionalidades, abrindo possibilidades de uso”, explicou.

A delegação brasileira no Fórum foi liderada por Thomas de Toledo, professor universitário de Relações Internacionais especialista em Brics, e Tamara Naiz, representante da Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG). Ao site da ANPG, Toledo afirmou que o diferencial da delegação brasileira e dos trabalhos apresentados foi a inversão da lógica mercadológica imposta, reduzindo, desta forma, o impacto ambiental, econômico, garantindo assim, uma sociedade mais igualitária e justa.

Por Joana Rozowykwiat, do Portal Vermelho

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