Pela Unidade e Integração da América Latina e do Caribe

UMA sessão plenária especial intitulada «Pela Unidade e Integração da América Latina e do Caribe», tema central da 24ª Reunião do Fórum de São Paulo, focou os debates do segundo dia deste espaço anual de acordo político.

Este tem sido um tema transversal em todos os espaços de debate e diálogo que foram gerados, os quais estarão contidos na Declaração Final e no Plano de Ação que será anunciado na tarde de quarta-feira, 18 de julho, durante o encerramento da Reunião.

O jornal Granma partilha algumas ideias essenciais em que muitos concordaram e que definem os desafios no caminho para essa unidade que é essencial para as lutas do presente e do futuro dos nossos povos:

– É importante preservar as experiências de governo de caráter popular e projeções antiimperialistas, promovidas por partidos que são membros do Fórum de São Paulo.

– Um forte apoio deve ser oferecido e estimular os esforços de emancipação e os ideais anticapitalistas dos movimentos sociais e populares que agem dessa maneira.

– Devemos trabalhar duro para consolidar uma paz duradoura e promover esforços para avançar na integração soberana da que José Martí chamou de nossa América.

– Quando há unidade, liderança política decisiva e capaz, objetivos claros de luta, moralidade de combate e raízes nas classes populares, multiplicam-se as opções para conter qualquer ofensiva contrarrevolucionária e, inclusive, derrotá-la.

– É um dever explicar adequadamente e defender com coragem e criatividade as conquistas econômicas, sociais e políticas inquestionáveis ​​acumuladas pelas experiências de governo que por uma razão ou outra sofreram reveses significativos (desde Honduras, em 2009, até hoje no Brasil) bem como as conquistas e fortalezas que sustentam as experiências de governo que perduram em meio a enormes dificuldades, desafios internos e externos.

– Não haverá progresso sustentável em uma experiência revolucionária, ou mudanças progressivas motivadas pelos valores da justiça social e da equidade, sem o exercício oportuno e adequado de críticas e autocríticas.

– Perante o plano das ações transnacionais e do império do Norte para minar a soberania de nossas nações e assumir o controle de seus recursos naturais, oponhamo-nos com verdadeiro espírito internacionalista e latino-americanista espírito, com firmeza e sem negociar com senso de dignidade, o plano de emancipação de nossos povos nobres.

– Se os partidos políticos de esquerda e os movimentos populares com ideias e compromissos perderem a perspectiva da unidade mais ampla e democrática, estarão dando aos restauradores o que eles precisam. A conclusão é simples: ou nos unimos, ou nos afundamos na lama da contrarrevolução que nos tentam impor.

Granma

Publicado em 17/07/2018, em Cuba, Foro de São Paulo. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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