América Latina e Caribe por unidade e solidariedade no Mnoal

A representação da América Latina e do Caribe fez hoje aqui um chamado à cooperação, à unidade e à solidariedade no seio do Movimento de Países Não Alinhados (Mnoal).
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Ao intervir em nome dessa região na XVIII Conferência ministerial desse grupo, o vice-chanceler cubano Abelardo Moreno afirmou que pilares essenciais dessas ações para garantir a paz e a segurança internacional são a confiança entre as nações e o respeito à soberania e independência.

Também reafirmou a importância de que nas ações do Movimento predominem a integridade territorial e o não uso nem ameaça do uso da força.

Além disso, chamou a respeitar a livre determinação dos povos, ao mesmo tempo em que repudiou a ingerência em assuntos internos.

Moreno, que lidera a delegação de Cuba neste encontro, recordou que na América Latina e no Caribe esses princípios foram compreendidos e estabelecidos na Proclama dessa região como zona de paz, compromisso subscrito em Havana em janeiro de 2014, durante a Cimeira da Celac.

Depois de agradecer ao povo e governo do Azerbaijão pela acolhida demonstrada aos delegados a este evento em Baku, o diplomata avaliou a atual conjuntura internacional como complexa e que traz consequentemente novos perigos e ameaças que afetam diretamente a estabilidade mundial e a preservação da paz, dimensionou.

Nesse sentido, recordou a vigência dos princípios de fundação do Mnoal, os de Bandung (1955) e de Belgrado (1961), que considerou que devem ser não só preservados mas desenvolvidos.

Na sessão inaugural da XVIII Conferência ministerial do Mnoal, o chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, denunciou medidas coercitivas unilaterais e planos ingerencistas e violentos que atentam contra a estabilidade e a democracia em seu país, os quais contam com o respaldo dos Estados Unidos.

Ao esse respeito convocou à solidariedade do Mnoal com o país sul-americano e a Revolução bolivariana, que Washington considera de forma errônea como uma ameaça extraordinária à sua segurança nacional.

Os participantes da cerimônia inaugural da XVIII Conferência receberam o cumprimento do presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, que adiantou detalhes da Cimeira de Chefes de Estado e de Governo do Mnoal em 2019, quando a nação caucasiana assumirá até 2022 a presidência pró tempore do foro terceiro-mundista.

A reunião de Baku concluirá amanhã, sexta-feira, com a aprovação de um documento final preparado por altos funcionários em dois dias de deliberações.

Conformado por 120 nações membros, junto a 17 Estados e 10 organismos internacionais com o status de observador, o Mnoal cumpre um papel importante na manutenção da paz e segurança internacional.

Prensa Latina

Publicado em 05/04/2018, em América Latina, Caribe, MNOAL. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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