Vice-presidente venezuelano pede compreensão à realidade do país

Montevidéu, 15 mai (Prensa Latina) O vice-presidente da Venezuela Elias Jaua pediu aos países da região que tivessem uma boa compreensão da realidade que vive hoje seu país, a se informarem de forma diversa e fazerem uma avaliação dos elementos.

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Nós somos julgados de uma maneira muito injusta e muito rápida, afirmou o alto servidor público em entrevista publicada pela revista Caras y Caretas em sua versão on-line.

Jaua referiu-se à manipulação mediática empregada hoje pelos centros de poder como arma de guerra e exemplificou com o jovem que foi assassinado pelos mesmos manifestantes da direita e outro que se queimou somente em um protesto, e depois a polícia foi responsabilizada.

Indicou que tudo isso é tido como verdade no exterior e por trás se emitem comunicados pelos governos, as personalidades falam, são dadas opiniões, mas ninguém questiona e pesquisa a notícia, e em seguida as redes sociais se encarregam de viralizar os fatos.

O também ministro de Educação pediu ‘entendimento e respeito’, e manifestou que não se pede que ninguém se sacrifique por eles, mas sim que tenham consciência de que na direção política da Revolução bolivariana há revolucionários e humanistas.

Jaua considerou que seu país tem direito de defender a paz da república bolivariana e isso implica preservar o governo eleito por mais de sete milhões de venezuelanos, cujo mandato termina a 19 de janeiro de 2019.

Ao comentar sobre a violência desatada pela oposição, que já deixou 38 mortos, segundo os dados oficiais, o ex-chanceler apontou que esta não pode se justificar como pressão para que se realizem eleições adiantadas, as quais não estão contempladas na Constituição.

No entanto, disse, negam a alternativa da Assembleia Nacional Constituinte, que sim está prevista na carta magna e implicaria eleições de centenas de candidatos de maneira universal, direta e secreta.

O vice-presidente perguntou porque não se aceita então o mecanismo proposto constitucionalmente para eleger centenas de constituintes por todo o país, o qual garanta que se discuta e assegure um modelo social e político que, por sua vez, permita que convivam dois modelos sociais e políticos antagônicos.

Expressou nesse sentido que por um lado estão os que querem a independência nacional, a proteção social e a fortaleza do Estado, enquanto, por outro, o modelo de subordinação ao governo dos Estados Unidos.

Este último, assegurou, quer reinstalar a exclusão histórica que gerou na Venezuela 80 por cento de miséria, entregou os recursos do país às elites estrangeiras e isso é o que está em jogo, nada mais que isso, sublinhou.

Interrogado sobre a mudança de postura do Uruguai em relação à Venezuela, Jaua assinalou que não devia se pronunciar a este respeito, mas só pediria ‘a meus irmãos da Frente Ampla que nos julguem no contexto da situação que estamos vivendo’.

E que não nos deixem sozinhos, que não nos deixem sozinhos, como boa parte da esquerda deixou sozinho (Salvador) Allende, para não ter que lamentar no futuro 20 mil ou 30 mil desaparecidos se na Venezuela for instalado um regime fascista ou se a Venezuela for levada a uma guerra civil.

Pedimos aos revolucionários deste continente, aos movimentos populares deste continente que não deixem o povo venezuelano sozinho, reforçou o político.

 

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Publicado em 15/05/2017, em Venezuela. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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