Cuba: Não vamos nem iremos para o capitalismo

Assim expressou o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz, ao concluir o oitavo período ordinário de sessões da oitava legislatura, da Assembleia Nacional do Poder Popular

«O líder histórico da Revolução Cubana legou-nos seu exemplo imperecedouro, seu irrenunciável otimismo e fé na vitória. O melhor monumento aos seus ideais e obra é tornar realidade, cada dia, os postulados contidos em sua brilhante definição de conceito de Revolução, que tornou pública em 1º de maio de 2000 e que milhões de cubanos subscrevemos».

Assim expressou o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz, ao concluir o oitavo período ordinário de sessões da oitava legislatura, da Assembleia Nacional do Poder Popular.

Raúl lembrou as palavras que proferiu em 3 de dezembro passado, em Santiago de Cuba, quando anunciou a vontade de Fidel de que seu nome e sua figura nunca fossem utilizados para nomear instituições, praças, parques, avenidas, ruas ou outros lugares públicos, nem erguer em sua memória monumentos, estátuas nem outras formas similares. «Nosso Parlamento converteu em lei a vontade expressa pelo companheiro Fidel», expressou.

«Seu espírito de luta permanecerá na consciência dos revolucionários de hoje, de amanhã e sempre, e assim o demonstraremos na revista militar e marcha do povo combatente, no dia 2 de janeiro, em homenagem ao Comandante-em-chefe e nossa juventude», manifestou.

Ao fazer uma análise da economia, o general-de-exército fez questão de lembrar as palavras que proferiu na sessão ordinária de dezembro de 2015, quando advertiu que o desempenho deste setor, em 2016, devia enfrentar limitações financeiras, por causa da queda das receitas pelas exportações e dos preços dos principais itens, entre outros fatores, projeções que foram confirmadas em meados do presente ano.

«As limitações nos fornecimentos de combustível e as tensões financeiras agravaram-se no segundo semestre conduzindo ao decrescimento do Produto Interno Bruto em 0,9 %. Apesar disso, preservaram-se os serviços de educação e saúde gratuitos», sublinhou Raúl. E ratificou que não se produziu o colapso da economia nem o retorno dos apagões (blecautes), como auguravam não poucos maliciosos órgãos da mídia internacional.

«Não podem ser esquecidos os efeitos negativos que gera o bloqueio», indicou. E comentou que Cuba continua sem poder realizar transações internacionais em dólares estadunidenses.

Outro impacto na economia cubana provocaram, neste ano, as afetações que ocasionou o furacão Mathew, com um saldo significativo de destruição de moradias, escolas e locais de saúde, entre outros, segundo precisou Raúl em suas palavras.

«Graças às medidas adotadas para a proteção da população não tivemos que lamentar a perda de vidas humanas, como aconteceu, infelizmente, em outros Estados», disse.

Agradeceu, ainda, as manifestações de solidariedade e o apoio material recebido de muitos países e as organizações internacionais do sistema das Nações Unidas para a recuperação, e fez uma menção especial à irmã República da Venezuela, por iniciativa de seu presidente Nicolás Maduro.

Quanto ao plano da economia para 2017 alertou que persistirão tensões financeiras; contudo, «prevemos que a economia retome o caminho ascendente e que o Produto Interno Bruto cresça moderadamente em torno de 2%».

«Para conseguir isso será preciso cumprir três premissas decisivas: garantir as exportações e sua cobrança oportuna, incrementar a produção nacional que substitua importações, e reduzir toda aquela despesa não imprescindível», augurou.

«Continuaremos executando os programas de investimentos em função do desenvolvimento sustentável da economia nacional, para o qual será imperativo», segundo precisou, «dinamizar o investimento estrangeiro, esfera na qual não estamos satisfeitos e têm sido frequentes as demoras excessivas do processo negociador. É preciso superar, de vez e para sempre, a mentalidade obsoleta, cheia de preconceitos, contra o investimento estrangeiro».

Aprofundou que devemos despojar-nos de falsos temores acerca do capital externo. Não vamos nem iremos para o capitalismo, isso está totalmente descartado, dessa forma aparece em nossa Constituição, mas não devemos ter medo e colocar obstáculos àquilo que podemos fazer no âmbito das leis vigentes, o que implica a preparação dos dirigentes e especialistas que negociem, bem como aprofundar nas deficiências e erros cometidos no passado para não repeti-los, indicou o general-de-exército.

Raúl acrescentou que Cuba não produz todo o combustível que necessita; algo que tem sido uma espada de Dámocles desde o triunfo da Revolução, pelo que sem abrir mão do incremento da produção nacional de petróleo, devemos acelerar o desenvolvimento das fontes renováveis de energia, que neste momento apenas são 4,65% da geração de eletricidade no país.

Acerca da experiência aplicada nas províncias de Artemisa e Mayabeque, e a aprovação para continuarem trabalhando até que conclua a atual legislatura, sublinhou, entre outras vantagens, que tem permitido pôr em prática um conjunto de princípios organizativos, que incrementam a atenção aos conselhos populares, delegados ou vereadores nas circunscrições e à população em geral.

«Não obstante, vieram à baila deficiências que impediram a consolidação do modelo de gestão», disse. E referiu-se a dificuldades como o elevado nível de flutuação de dirigentes dessas instâncias, a insuficiente atenção e supervisão por parte dos organismos e entidades nacionais, entre outras. Cabe, juntamente com as estruturas do Partido nas diferentes instâncias, superar os erros e avançar sem recuos em sua culminação, no novo prazo concedido», afirmou.

Quando restam, poucas horas para lembrar mais um aniversário do triunfo da Revolução e o advento do novo ano, Raúl concluiu enviando uma felicitação ao povo de Cuba.

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Publicado em 28/12/2016, em Cuba. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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