Novo acordo de paz contempla também a oposição colombiana

A primeira versão do Acordo de Paz levou cerca de 5 anos para ser elaborada em Havana, Cuba, onde aconteceram os Diálogos de Paz. A direita, coordenada pelo ex-presidente Álvaro Uribe, conquistou um lugar nas mesas de negociação depois de coordenar a campanha pelo “não”, no plebiscito que submeteu o documento à votação popular.

“A partir deste momento os colombianos podem ler em sua totalidade o novo Acordo Geral para o Término do Conflito e a Construção de uma Paz Estável e Duradoura, que inclui as mudanças, precisões e ajustes assinados em 12 de novembro”, afirmaram as equipes negociadoras em comunicado conjunto divulgado entre as duas partes.

O acordo definitivo, com as mudanças já introduzidas, está disponível no site MesadeConversaciones.com.co. “Estamos convencidos de que a leitura de todo o documento permite uma compreensão integral e genuína do estipulado, e que as mudanças, precisões e ajustes do novo acordo o fortalecem e respondem às inquietações e sugestões feitas por diferentes setores da sociedade”, destacou o comunicado das partes.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, indicou em sua conta no Twitter que o “novo acordo reflete propostas do ‘sim’ e do ‘não'”, e convidou “respeitosamente” todos os colombianos a ler e escutar as mudanças realizadas.

“Felicitações a Ivan Márquez e à delegação de paz das Farc pelo esforço realizado para tornar realidade o acordo da esperança”, escreveu em sua conta do Twitter o líder máximo da guerrilha, Timoleón Jiménez, conhecido como “Timochenko”.

Após anunciar em um ato formal em Havana no sábado (12) que as delegações tinham alcançado um novo acordo no qual recolhiam algumas das 500 propostas dos partidários do “não”, o chefe negociador do governo, Humberto de la Calle, afirmou ontem pelo Twitter que as equipes técnicas estavam “encaixando” as mudanças e ajustes no texto definitivo.

As delegações do governo da Colômbia e das FARC alcançaram um acordo de paz no último mês de agosto após quase quatro anos de negociações em Havana, que foi rubricado por Santos e Timochenko em 26 de agosto em um ato formal em Cartagena.

Conforme indicou Santos no início de novembro, o novo acordo não passará por nova consulta popular, mas será ratificado pelo Congresso da Colômbia.

Vermelho

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Publicado em 16/11/2016, em Colombia, Cuba. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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