Continuam marchas em apoio à Revolução Bolivariana da Venezuela

Caracas,  A população venezuelana continuará hoje as marchas e concentrações de apoio à gestão do presidente Nicolás Maduro para enfrentar a tentativa da oposição de desestabilizar a paz cidadã e asfixiar a economia do país.
Se ontem milhares de militantes e simpatizantes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) se reuniram no estado Barinas, ao sudoeste do país, nesta terça-feira espera-se uma concentração maior na praça Caracas. Assim constataram ontem vários líderes socialistas, que fizeram um chamado a apoiar a implementação da Grande Missão Abastecimento Soberano e Seguro, estratégia do Governo Bolivariano para ordenar a entrega de alimentos de primeira necessidade e medicamentos às famílias do país.

Desde seu estabelecimento em 12 de julho, forças cívico-militares confiscaram, até o último dia 22 de agosto, mais de 103.343 litros de alimentos líquidos, 20.490 toneladas de produtos de higiene pessoal e detiveram 92 pessoas por lucrar com estes e outros produtos.

A implementação dessa iniciativa promovida por Maduro foi criticada nas filas da direita, principalmente pela coalizão de partidos Mesa da Unidade Democrática (MUD), liderada pelo presidente da Assembleia Nacional (de maioria opositora), Henry Ramos Allup.

Precisamente para responder a essa posição, o primeiro vice-presidente do PSUV, Diosdado Cabello, chamou em Barinas a manter estas manifestações e defender a Revolução contra qualquer tentativa golpista.

Além disso, sublinhou, deve ser recusada a ingerência do governo dos Estados Unidos nos assuntos internos da Venezuela.

Depois da MUD ter anunciado sua convocação a uma marcha da oposição no próximo dia 1 de setembro, com o nome ‘A Tomada de Caracas’, o povo da nação sul-americana protagonizou concentrações durante as recentes quatro semanas para reafirmar seu apoio à atual política do Governo Bolivariano e proteger suas conquistas.

Para as autoridades governamentais do país, essa passeata opositora pode ser utilizada contra a paz e a estabilidade do país, e a modo de precaução, entre outras ações, regularam o uso do espaço aéreo de Venezuela até 5 de setembro.

Trata-se de uma medida preventiva perante os planos desestabilizadores da oposição, ocultos por trás da convocação à marcha.

Fazemos isso para tentar preservar o sossego da população nesta semana, disse na segunda-feira o ministro de Interior, Justiça e Paz, Néstor Reverol, no ato de entrega de 11 novas unidades de monitoramento, tipo drones, aos corpos de segurança, no Paseo Los Próceres.

Cabello também acusou o governo dos Estados Unidos de apoiar a oposição para destruir a Revolução Bolivariana através da violência.

É o que queria Barack Obama antes de terminar seu mandato e se apoia em uma oposição apátrida, disse.

Para Cabello, os EUA não só quer paralisar o processo revolucionário na Venezuela, também tenta dar um golpe de Estado na América Latina contra os governos progressistas, como são os casos da Bolívia e do Equador, para voltar a explorar os recursos naturais e riquezas que pertencem a seus povos.

Como exemplo dessa acusação, anunciou a prisão do líder do partido opositor Vontade Popular, Yon Goicoechea, que foi encontrado com detonantes para explosivos.

Goicoechea pretendia usar esses artefatos na próxima quinta-feira, quando os opositores tentarão pressionar o Conselho Nacional Eleitoral para ativar este ano um referendo revocatório contra Maduro.

Esse senhor foi treinado pelo império norte-americano durante anos e lembrem que foi o mesmo que no ano 2007 queria cometer um crime parecido, mas de repente alguém lhe deu 500 mil dólares e se foi da Venezuela, afirmou.

Isso é o que a oposição venezuelana procura, mas estamos convocando toda a força revolucionária desde quarta-feira para tomar Caracas e defender a revolução bolivariana, agregou.

Nesta terça-feira, os seguidores do PSUV se concentrarão nas praças Capuchinos e Miranda, entre outros espaços, para marchar até a Praça Caracas, onde Cabello, também deputado ao Parlamento pelo estado Monagas, oficiará como orador principal.

Também haverá mobilizações em outros territórios da nação, entre eles em San Fernando de Apure, e em Charallaves e Vargas.

Prensa Latina
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Publicado em 31/08/2016, em Nicolás Maduro Moros, Venezuela. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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