FARC-EP poderão se apresentarem às eleições colombianas de 2018

Havana, 25 ago Representantes do Governo colombiano afirmaram hoje que o acordo de paz alcançado para o país constitui uma grande oportunidade de trocar as armas pelas urnas,porque permitirá às FARC-EP apresentar-se às eleições de 2018.
Durante uma coletiva de imprensa oferecida nesta capital, divulgaram que a participação a essas eleições constitui um incentivo para que as Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia-Exército do Povo ingressem à vida civil do país.

No entanto, o senador Roy Barreiras sustentou que isso não significa que se presentearão as cadeiras, pois será decisão dos cidadãos eleger seus representantes.

Nesse sentido, o alto Comissionado de Paz, Sergio Jaramillo, manifestou que os membros da guerrilha devem participar em uma democracia, fazer campanha e convencer aos colombianos de suas ideias, e para garantir esta transição lhes assegura um seguro de vida.

Durante os primeiros 24 meses, membros das FARC-EP receberão 90 por cento de um salário mínimo, e de acordo com o chefe da delegação negociadora do Executivo, Humberto de la Rúa, esse dinheiro é um incentivo temporário para que os desmobilizados se reincorporem ao âmbito civil e à economia legal.

Recordou que a deposição de armas e a implementação do cessar-fogo bilateral começarão a partir da assinatura protocolar do acordo atingido entre as partes beligerantes, com o que se procura pôr fim a um conflito de mais de meio século.

Para referendar esse documento, os colombianos estão chamados a participar em um plebiscito em 2 de outubro próximo, e segundo De la Rúa, propõem-se fazer pedagogia sem propaganda e entregar síntese dos acordos em uma linguagem compreensível para a cidadania.

Aos indecisos dizemos-lhes que podem estudar os acordos, que o façam a consciência, não queremos que nenhum colombiano se abstenha nas votações, acrescentou.

Sobre outros temas, os representantes governamentais reiteraram a existência de delitos que não serão anistiados, como os de lesa-humanidade e os comuns; e recordaram que todas as crianças deverão regressar às suas casas.

Também se reiterou que a partir da assinatura formal começarão a se aplicar prazos para a mobilização das guerrilhas às zonas determinadas, e que terá reparo material às vítimas por parte da insurgência.

Nesta quarta-feira as delegações do Governo e a guerrilha assinaram o acordo final, integral e definitivo para culminar o conflito e construir uma paz estável e duradoura, com o qual culminam quase quatro anos de negociações em Havana.

A este texto conclusivo das conversas lhe seguirá a décima conferência das FARC-EP, a assinatura protocolar da paz e depois o plebiscito.

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Publicado em 25/08/2016, em Colombia, Cuba. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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