Saberemos estar à altura deste novo desafio

O general-de-exército e presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Raúl Castro Ruz, preside o ato pelo 63º aniversário dos assaltos aos quartéis Moncada e Carlos Manuel de Céspedes na província de Sancti Spíritus.

Na praça da Revolução Major General Serafín Sánchez García, da província cubana, no centro do país, se encontra uma representação do povo desse território, bem como combatentes que participaram daquela gesta de 26 de julho de 1953 e no desembarque do iate Granma, em 2 de dezembro de 1956.

Nas palavras centrais do ato pelo 63º aniversário dos assaltos aos quartéis Moncada e Carlos Manuel de Céspedes foi pronunciadas pelo segundo-secretário do Comitê Central do Partido, José Ramón Machado Ventura

“Certo de expressar o sentir de nosso povo e de milhões de amigos ao longo do mundo, começo transmitindo a mais calorosa felicitação ao companheiro Fidel Castro Ruz, por seu próximo 90º aniversário natalício”. Assim iniciou sua intervenção no ato central pelo Dia da Rebeldia Nacional o segundo-secretário do Comitê Central do Partido, José Ramón Machado Ventura.

O também vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros acrescentou que ao líder da Revolução ratificamos o compromisso de continuar sendo fiéis às ideias pelas quais lutou ao longo de sua vida e manter vivo o espírito de resistência e a fé na vitória que ele soube nos incutir, em primeiro lugar, com seu exemplo.

Lembrou as palavras de Fidel há 30 anos na cidade de Sancti Spíritus, nas quais descreveu as circunstâncias da época, complexas, mas diferentes às atuais. Contudo, parecem falados hoje os conceitos essenciais, como aqueles sobre como fazer melhor as coisas.

“Não vale a pena avançar se não se consolida o que se fez”. “Só do trabalho vai sair a riqueza” e a certeza de que só um povo que é capaz de vencer seus próprios defeitos, seus próprios erros, um povo que não se submete perante nada, será um povo invencível; foram algumas das ideias manifestados então pelo líder.

A vigência desses pensamentos, disse Machado Ventura, é consequência lógica de uma Revolução que agiu invariavelmente na base dos princípios e que é levada para frente por um povo que desde 1959 luta junto a seus líderes por atingir seus objetivos.

Cometemos erros, mas nosso povo retificou e vencido cada obstáculo, considerou e assinalou que uma transformação profunda envolve deveres que impõem esforço e sacrifício, lutar cotidianamente por tornar realidade cada avanço.

Manifestou que o Conceito de Revolução de Fidel guiou a atualização de nosso modelo econômico e social, e que a mesma esteve caracterizada desde o início pela mais ampla participação democrática, em escalas inimagináveis, inclusive em países que se dizem paladins da democracia.

Manifestou que esse processo iniciou no 6º Congresso do Partido e continua com o atual debate dos documentos deste 7º Congresso.

Ressaltou que já se realizaram 22.241 reuniões desde meados de junho, quando começou esse processo, e que 704.643 cubanos participaram. Eles geraram 359.648 intervenções das quais 95.482 são propostas. Todas sem exceção se dirigem a consolidar nosso socialismo, a torná-lo mais próspero e sustentável, afirmou. Todas as mudanças serão por decisão soberana de nosso povo, nada nos será imposto de fora, acrescentou.

Lembrou como era a vida em Sancti Spíritus antes de 1959, um dos dados mencionados foi a mortalidade infantil, da qual não se têm números exatos, mas se considera que era de 60 em cada mil nascidos vivos; entretanto, no ano passado a província atingiu 4,2, à altura de países de alto grau de desenvolvimento. Nas montanhas do plano Turquino, a mortalidade infantil é zero, ressaltou.

Contudo, expressou que para poder levar a cabo direitos e oportunidades que hoje parecem normais e alguns dão por certo, houve que verter rios de suor e até sangue.

Em seu discurso, o segundo-secretário do Partido se referiu à significação de Sancti Spíritus para Máximo Gómez, que travou ali a campanha de La Reforma. Igualmente rememorou a decisão dos mambises que se mantiveram combatendo nesta zona um ano depois do Pacto del Zanjón.

Dedicou umas palavras ao legado e símbolo que representa Serafín Sánchez para a pátria, exemplo da estirpe gloriosa de nosso povo e que é a mesma daqueles que assaltaram o Moncada e vieram no iate Granma, dos internacionalistas e dos revolucionários.

Igualmente ressaltou o trabalho sustentado, sem perder tempo, que fez com que a província merecesse a sede do ato. É um reconhecimento a seus dirigentes, estruturas de direção e seu povo; ao esforço diário e consciente de cada trabalhador e trabalhadora, fiéis aos princípios da Revolução, disse.

Destacou que Sancti Spíritus tem avanços sustentados nos últimos anos e particularizou no setor agropecuário, onde se cresce, especialmente no programa de leite. Contudo, é bom esclarecer que cumprir o plano não é sinônimo de satisfazer as necessidades do país ou cumprir com as potencialidades existentes, insistiu.

Trabalhar com consagração e inteligência um dia após outro é o que permitirá atingir este objetivo, considerou.

Igualmente, referiu-se a que o território completou seu plano de açúcar, algo que não conseguiram a maior parte das províncias do país e onde ainda há reservas que se podem explorar.

Ao turismo e suas potencialidades também dedicou uns minutos de sua intervenção Machado Ventura, ao destacar as belezas da natureza e os valores patrimoniais desta região.

Transmito em nome do Partido, o governo e todos os cubanos uma merecida felicitação ao povo de Sancti Spíritus por esta demonstração de que se pode vencer qualquer obstáculo quando se trabalha com responsabilidade e consagração, apontou. Especialmente ao companheiro José Ramón Monteagudo Ruiz, por sua entrega no cumprimento do dever e por ter sabido dirigir o caudal de energia e responsabilidade dos moradores de Sancti Spíritus.

O vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros significou que é justo reconhecer os avanços, mas muito mais importante identificar onde temos os problemas, especialmente na área da economia. Quanto mais podemos poupar, quanto mais podemos fazer, impor a ordem e a disciplina. Isso é fundamental nas atuais circunstâncias, onde ao bloqueio, que alguns consideram que já não existe, se unem outras circunstâncias.

Disse que os desafios que temos por diante foram enunciados por Raúl na recente sessão da Assembleia Nacional do Poder Popular (Parlamento) e nos dão a bússola para sair para frente. Ratificou que não há espaço para as improvisações nas circunstâncias atuais.

Compatriotas, demonstremos cada dia em cada local de trabalho e com fatos concretos, que saberemos estar à altura deste novo desafio, como o fez a Geração do Centenário e como o fizeram tantas gerações de cubanos em diferentes momentos da história da Pátria, concluiu.

Granma

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Publicado em 26/07/2016, em Cuba, Raúl Castro. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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