Fito Páez: show em Havana será uma bomba

Havana, O cantor argentino Fito Páez oferecerá hoje no Teatro Karl Marx um grande concerto pelos 30 anos de seu disco ”Giros” como fechamento de uma turnê latino-americana.

A relação com a maior das Antilhas se prolongou desde sua primeira visita ao país a ponto de, a partir desse instante, nada deixa de emocioná-lo, “inclusive, quando nos [anos] 90 os cubanos chamavam os frangos magros de Fito Páez”.

Durante uma coletiva de imprensa em sua chegada a Havana, o autor de “O amor após o amor” respondeu à Prensa Latina que Cuba é sua casa, um lugar onde se sente amado, questionado, protegido, e por isso está seguro que “o show aqui será uma bomba”.

Autoridades da empresa PM Records, encarregada de produzir o espetáculo, garantiram a este repórter que há dois dias já foram vendidas os mais de 5.500 assentos do Karl Marx.

O rockero rosarino explicou na sede da PM Records que interpretará na segunda-feira no teatro Karl Marx todas as músicas do CD â��Girosâ�Ö e ao final cometerá “um disparate”, pois entoará hits de outros momentos de sua carreira musical iniciada naquele longínquo 1979, quando fundou o efêmero grupo Neolalia com amigos do colégio.

Em ‘Giros’ “estão todas as influências do rock argentino”, reconheceu Páez, que em 1992, com seu grupo, se converteu na primeira banda de idioma espanhol a tocar na praça da Revolução, com mais de 40 mil presentes, segundo algumas estimativas da época.

O músico agradeceu o trovador Pablo Milanés, a quem deve sua primeira visita à ilha e este retorno trinta anos depois, e com quem se espera que compartilhe o palco esta noite.

“Em novembro de 1986, assassinaram a minha avó e a minha tia avó, eu estava muito frágil naquelas circunstâncias, gravo o disco ‘Giros’ principalmente por aquele momento – lembrou Páez – e Pablo Milanés me convida a vir ao Festival de Varadero”.

“Aquela visita me salvou a vida”, comentou o intérprete de ‘Yo vengo a ofrecer mi corazón’, que se apresentou na ilha junto com sua banda pela última vez há 23 anos.

Sobre a situação do rock feito no continente, explicou que as multinacionais de disco o estão marginalizando.

“Estamos cansados de ver o cara coçando os ovos, empinando garrafas e rodeado de putas e carros caros. Isso não é América”, disse.

Páez conta com cinco prêmios Grammy Latinos e foi reconhecido em 1995 com o Prêmio Konex de Platina como o melhor compositor de rock da década na Argentina.

Mais recentemente experimenta como realizador, mas sem pressa, acrescentou antes de terminar o encontro com a imprensa, porque enquanto isso prepara a edição de dois novos livros (um deles com a Editorial Planeta) e de outro disco.

Prensa Latina

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Publicado em 20/06/2016, em Argentina, Cuba, Cultura. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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