Panamenhos denunciam ingerência da OEA na Venezuela

Panamenhos denunciam ingerência da OEA na VenezuelaPanamá, (Prensa Latina) A rede de intelectuais, artistas e movimentos sociais do Panamá condenou hoje o uso da Carta Democrática da Organização dos Estados Americanos (OEA) como instrumento de ingerência nos assuntos internos da Venezuela.

A declaração emitida pelo capítulo Panamá em Defesa da Humanidade expressa sua solidariedade com o povo e governo do país sul-americano, ao mesmo tempo em que denuncia a presença de grupos da direita internacional no istmo e a distorção da informação que “entorpece o conhecimento da realidade nacional e internacional”.


“Nosso povo não deve ser induzido a colaborar com quem promove invasões, ingerências de qualquer tipo ou apoios de grupos de tipo paramilitar que ainda enchem de dor numerosos países da América Latina”, alerta a carta.

E sublinha: “Se, no passado, fomos hóspedes involuntários de bases militares e de escolas de assassinos e torturadores, esse não é, de jeito nenhum, um caminho que desejamos voltar a percorrer. Um mundo melhor é possível”.

Em sua análise da situação nacional, a organização denuncia o efeito extrajudicial e ingerencista causado contra o país pela inclusão do grupo Wisa na lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, em inglês) do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

“O Panamá é hoje, de fato, vítima de um bloqueio econômico imposto pelo governo dos Estados Unidos através da chamada Lei Clinton viabilizada pela OFAC, cujo efeito extrajudicial e ingerencista é exatamente da mesma natureza que as leis que, há meio século, impõem um bloqueio econômico, comercial e financeiro a Cuba”.

O documento da Rede de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais pede ao povo panamenho a solidariedade internacional e a busca de caminhos alternativos para a paz e a prosperidade coletiva.

Depois da invasão dos Estados Unidos ao Panamá em 1989, “o povo deseja encontrar um caminho próprio e eficaz para a democracia e a justiça, além de reconstruir a personalidade do Estado ante a comunidade internacional”, aponta o texto.

No entanto, a soberania nacional e alimentar, o controle eficaz de nosso principal recurso natural (a posição geográfica), o direito à água e a ação política afastada da permanente ingerência estrangeira continuam sendo um anseio popular, acrescenta.

O comunicado exorta, ademais, ao presidente Barack Obama a que derrogue o ridículo e danoso decreto mediante o qual seu governo declara a Venezuela como uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos, e reclama o fim do bloqueio a Cuba, reconhecido universalmente como uma verdadeira tentativa de genocídio.

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Publicado em 02/06/2016, em Panamá, Venezuela. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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